terça-feira, 21 de agosto de 2012

Leituras...

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O que me leva a escolher um determinado livro para ler? fácil, o meu humor no momento (basicamente o meu humor determina todo o meu comportamento). Sou cliente habitual de bibliotecas, pois já não tenho espaço em casa para mais livros e, se por um lado sei que devia doar os velhos para dar lugar a novos, a verdade é que não consigo desfazer-me de livros, mesmo dos maus. São retornos que tenho marcados.
Quando vou à biblioteca trago sempre mais do que um e, se há dias em que tenho todo o tempo do mundo e me perco por lá a folhear livros, a ler excertos sentada no chão junto às prateleiras, tentando escolher os que vou trazer. Outros dias há em que, basicamente, agarro o primeiro que me vem à mão. Sou o pesadelo de qualquer editor pois, não sou um leitor tipo, sou imune ao marketing e aos críticos. Os elementos extralinguísticos como a capa, o título, o nome do autor, também não me dizem muito. Não tenho uma regra fixa para escolher leituras, já escolhi porque o titulo tinha o meu nome, porque o livro era grosso ou fino, ou porque gostei da primeira linha. O único constante nas minhas escolhas é mesmo o meu humor, sei que escolhi o  Quatro Amigos num dia em estava particularmente bem disposta, que trouxe para casa o Senhor das Moscas numa fase em andava mais introspectiva  e o História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar escolhi-o na semana em que "perdi" alguém importante. É o meu humor que me indica a secção a que me devo dirigir, lá vou pegando em alguns, abro-os e leio um parágrafo aleatoriamente, até encontrar o que me prende a atenção. Não sigo modas no que se refere a leituras e, apenas aceito recomendações de pessoas que sei que partilham o mesmo gosto literário que eu. Em tempos, era incapaz de deixar um livro a meio, mesmo que não tivesse a gostar nadinha, como o Uma abelha na chuva (meu deus o sacrifício que foi), mas não o terminar estava fora de questão. Agora penso de forma diferente, a verdade é que os livros devem ser tratados como as pessoas, há uma infinidade de gente para conhecer não vale a pena perdermos tempo com quem não gostamos. E, há também o factor tempo, há livros que, tal como certas pessoas, devem surgir-nos no tempo certo, para que possamos retirar o devido proveito.


Momento Shiuuuu
Eu marco os livros da biblioteca que já li com uma estrelinha na última página. Faço-o apenas para não repetir leituras...

As simple as that...

Meu Querido mês de Agosto...

Há coisas nesta vida que simplesmente não percebo, e uma delas acontece neste periodo anual. Em pleno mês de Agosto, em que os emigrantes regressam ao seu país de nascença mas pura e simplesmente deixaram de saber falar o seu idioma natal, a língua portuguesa! Não percebo mesmo.
E as coisas que se ouvem são de fugir e de bradar aos céus mesmo, falo essencialmente do "avec", sujeito emigrado na França, que chega aqui, gosta de se mostrar, falar mal de Portugal e bem da França, mas nem falar sabe! Gosta de pavonear o carro novo, de beber e acelarar e fazer "mierde", "A bon ein", como aconteceu na semana passada com a Miss Smile, acorda sai de casa e vê o carro "fodido" por um especimen destes, contudo, no azar ainda teve alguma sorte, não é que o c* do avec podre de bêbado foi para o café dizer que bateu num carro mas não se lembrava onde, a sorte dela é que estava lá o "Tio Geraldo" que tratou logo do assunto. "Putain!"

O meu cantinho...

Ultimamente tem sido assim, acho que é da puta da idade, ou aquilo a que chamam de maturidade, a verdade é que às vezes (mas só às vezes) tenho saudades de mim, a Mona de outros tempos, louca e impulsiva... Agora sou assim, estou no meu cantinho e há coisas que já não me revejo a fazer! Acho que há um tempo e um lugar e, os 30 não são mesmo, os 20!

Coisas da Mona X


...mas não acredito em historinhas estapafúrdias e rocambolescas.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

As surpresas...

Por vezes a vida reserva-nos algumas surpresas que nos põem a cabeça a andar á roda de tão surreais e estapafúrdias que são... E neste momento eu estou com a minha cabeça mesmo num rodopio pois tomei conhecimento de uma dessas surpresas, não a situação  não me afecta a mim directamente mas afecta alguém a quem eu prezo muito e por isso não consigo ficar indiferente, pois quando mexem com os meus, com os que me são queridos, mexem comigo. E por mais que tente não consigo encaixar, não consigo compreender como algumas pessoas conseguem ser tão egoístas, egocêntricas , sem respeito pelos sentimentos alheios,  que embarcam em loucuras pisando tudo e todos que estão em redor deles...Mas isto sou eu a pensar alto, pois tenho uma coisa que se chama consciência e também princípios com que faço questão de regir a minha vida, e jamais conseguiria construir a minha felicidade tendo por base a infelicidade e o sofrimento de outros...

Gracias cariño....



Monissimas e Pequenos Pormenores
                                       Monissimas (excepto Isa) e Pequenos Pormenores

É certo que a amizade não se agradece mas, quando somos recebidas com tanto carinho e boa vontade, quando nos instalamos na casa dos amigos com o à vontade de quem partilha o dia-a-dia, mesmo estando distante durante todo o ano, não há como não agradecer. Agradecer a amizade, a partilha, a existência. Agradecer as gargalhadas, a cumplicidade, a preocupação e os conselhos. Agradecer as brincadeiras, os agrados, as recordações e as histórias. Agradecer a partilha de conhecimento, as conversas, os petiscos e os passeios. Por tudo o que já passamos, e por tudo o que ainda temos para viver, no norte, no oeste ou em qualquer outro ponto cardeal estamos gratas por te ter como amiga e por ter o privilégio de compartilhar momentos de alegria contigo e com os teus, em especial com o teu pestinha que é  um reguila adorável.
Um enorme Obrigada! <3




Coisas da Mona IX


Nos meus momentos menos bons, o meu pensamento é sempre o mesmo:
Dias melhores virão...

P.S. Só tenho a agradecer o fantástico fim de semana que passei. Obrigada a ti e aos teus! 
Mais uma vez fomos muito felizes e há que voltar a sê-lo!
(a foda é a segunda-feira...)

Oléee....




Porque estou habituada a remar contra a maré. Porque costumo descer quando todos sobem, porque sigo em frente quando os outros viram, não tenho qualquer problema em assumir que sou pró touradas ou, pior - gosto de touradas. Não o faço para receber a atenção dos acérrimos defensores dos touros que, sob o anonimato ou não, possam perder o seu tempo a deixar aqui um hate comment. Faço-o porque vivemos num país livre e, sobretudo, porque não tenho qualquer problema em assumir os meus gostos e princípios, mesmo que vá contra a corrente. Estou fartinha de partilhas, petições e publicações no facebook a exigir o fim das touradas e, a rotular de selvagens quem gosta. A grande maioria das pessoas que partilham estes estados nunca viram uma tourada contudo, e numa atitude arrebanhadora, juntam-se aos cool que defendem os touros oprimidos e ostracizam quem gosta da "barbárie". Não vou aqui tecer qualquer argumento pró ou contra pois, não tenho a pretensão de mudar a opinião de ninguém nem, tenho que justificar as minhas preferências. Cada um gosta do que quer e tem apenas que respeitar os gostos do outros. Eu também não gosto do Toy e não é por isso que ando de cartaz em punho ou, a entupir as redes sociais, a exigir o silêncio do homem, mesmo que a sua "música" cause grande sofrimento aos meus tímpanos. Não gosto, não ouço. E se gostar de tourada é ser selvagem então, eu me assumo selvagem (o que até pode nem ser mau, em determinadas áreas, if you know what I mean...). Sinceramente não me causa qualquer impressão ver o touro a sangrar, como não me impressiona o esgravatar das galinhas debaixo do joelho quando lhes cortam o pescoço, como não me impressiona o esfolar coelhos, ou o ganir do porco na hora da matança. Esta é a nossa história, a história do ser humano, a domesticação das espécies, a caça, a matança pela sobrevivência. É a encenação de uma luta, injusta dirão, já que o animal perde sempre mas, a verdade é que nem sempre o toureiro ganha. Admito que possa ser uma actividade violenta para algumas almas mais sensíveis mas, não percebo como é que alguns gastam tanta energia e recursos a tentar fazer desta uma actividade ilegal, sustentados no argumento do sofrimento do animal. Lamento ser eu a dar esta notícia mas, viver é sofrer. Homens, animais, plantas, todos sofrem ao longo da sua existência, até as pedras sofrem - chama-se erosão. Se o objectivo é acabar com o sofrimento então, temos de acabar, por decreto, com os habitats naturais, onde, diariamente, animais matam animais. Teremos então de compartimentar todos os animais do mundo em zoológicos para evitar que os leões ataquem os veados, os sapos as moscas ou as gaivotas as sardinhas....

Por outro lado, o sofrimento humano causado pela fome já me impressiona deveras mas, parece que as redes socias preferem os touros...

Monas sejam Benvindas!


E dizemos palavrões ...
(são mesmo Caralhadas à moda do Norte!)

Tenho as Monas (com excepção da Isa) em minha casa a partir de hoje!
Já as avisei que aqui, falar, rir e dizer palavões alto, que em geral é o nosso tom normal, fica toda a gente a olhar... mas quem não estiver bem que se mude! A verdade é que já estamos habituadas a isso, sempre que saímos da nossa zona de conforto, tal acontece, seja dentro ou fora do país.
Recordo-me em Salamanca, Londres, Ericeira, (haverá outros)... ouvir algo "vê-se mesmo que são do Norte"...
So what? Somos muito mais do que isso. E a isto chama-se alegria e não falta de educação. Tenho dito.

domingo, 19 de agosto de 2012

Viagens no tempo...

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As estradas rasgadas por entre os pomares que nos levam às fabulosas praias do Oeste, despertam em mim o desejo juvenil de roubar fruta. Parar o carro, invadir o pomar, colher uma pêra e dar uma sonora trinca, na fruta acabada de colher e "lavada" apenas com uma passagem pela camisola. Depois de um dia de praia, com a boca ainda salgada, sentir o doce da fruta ainda com o cheiro da árvore que a gerou. Acredito que quem nunca roubou fruta na sua infância, perdeu uma importante etapa do crescimento. Eu roubei, e muita. As longas tardes da minha adolescência, passadas sempre na rua, ainda sem os perigos que hoje atormentam os pais, eram muitas vezes coroadas com um assalto aos quintais vizinhos em busca de fruta. Não era por fome, a fome matava-a o pão chamuscado na chama do fogão, para derreter a Planta. Era o vicio, a aventura, a adrenalina do proibido, que nos levava invadir o quintal, enfrentar a espingarda de chumbo que o vizinho empunhava na defesa dos seus pêssegos e ameixos que, bem mereciam a guarda de honra que o velhote lhes fazia. Éramos um exército organizado, enquanto uns iam pelo lado norte do quintal e atiravam pedras para distrair os cães e o seu dono, outros preparavam o assalto a sul, escalavam o poste da PT, entravam no território e colhiam os frutos, sempre atentos à sinalética dos que ficavam de guarda. Nem sempre éramos bem sucedidos, por vezes tinhamos deixar o apuro do assalto no chão para espacar aos chumbos... Muitos anos depois, o doce trago da fruta roubada permanece. Roubada, a fruta sabe melhor, sabe a coragem, a indisciplina, a rebeldia. Não assaltei os pomares de pêra rocha mas, a vontade de ser rebelde estava lá...

A name, a name, the pressure of a name ... Cinder'fucking'ella*


*but I blame Cinderella and Pretty Woman for it...