Ontem assistimos a uma performance ao vivo de um artista japonês cujo nome sou incapaz de reproduzir aqui. Munido de uma lata de tinta Dyrup e outra Robbialac, o artista produziu esta obra de arte numa tela de pvc:
Ao ver-me contemplar a sua obra o artista abordou-me:
- Hello, what do you see?
- I see a cod fish, but it may be because I'm portuguese. (estava certa que haveria algo mais ali, uma mensagem subliminar, uma intenção sub-reptícia, um alerta social, um noema)
Ele pega no seu telemóvel xpto para ver como chamamos ao peixe e confirma-me.
- Is a bacalau! I saw it in the supermarket!
- Ah, ok!
E o que é que eu tenho a dizer quanto a isto?
Hey, convidem-me a ir ao Japão e também eu desenho sushi, arroz, tempura, bambu e o que mais quiserem...
Há 30 anos eu empurrei a Mona fazendo-a cair abaixo do sofá. A Mona perdeu momentaneamente os sentidos e, desconfia-se, será esta a causa para a sua leve panca. Desde então a Mona aponta-me o dedo de forma acusatória e responsabiliza-me pelas sequelas.
Para ti, Mona só tenho 4 palavras: podia ter sido pior...
By the way, a mão que te empurrou não era minha, era de Deus. Foi a forma que Ele encontrou de dar uns pequenos retoques à sua criação - tu. Depois do tombo ficaste a Mona, the unique!
Ontem, dia da implantação da República, não fiquei em casa a ver a cerimónia de comemoração. Eu, como aliás 99% dos portugueses, estou perfeitamente a marimbar-me para este tipo de cerimónias que, não são mais que um palco para discursos políticos. Ontem, dia da República, fui visitar o primeiro castelo português. O sítio onde nasceu a nossa pátria, onde um dia um homem excepcional afirmou preferir ser rei por um dia que príncipe a vida toda. E, contra todas as possibilidades, foi rei não por um dia mas, por uma eternidade que se prolongará enquanto a nossa pátria subsistir. Passei um dia fantástico na cidade berço da nação, acompanhada por milhares de turistas que, com boa disposição desfrutavam da cidade, dos espaços verdes, dos locais históricos, abstraindo-se dos problemas que atravessamos, afinal o que conta são os bons momentos.
À noite, ao assistir às noticias do dia, veio o banho de realidade. Das comemorações o balanço final era: uma bandeira de pernas para o ar, uma mulher que com 57 anos que ganha 200 euros de reforma, o discurso de assalto ao poder do Costa e a ausência do primeiro ministro que antecipou o fim do feriado e passou-o a trabalhar. (Parece que o Soares também faltou mas, ninguem lhe deu pela falta até ele a justificar.) Umas quantas horas de protocolo espremidas dá isto, ou seja nada! Definitivamente a pobreza deste país não está no seu povo e a bravura com que os portugueses enfrentam esta crise não é alimentada por essa classe de parasitas que mais não augura que o bem próprio, a qualquer preço. A coragem lusitana vem-nos da terra, a mesma terra que já sorveu o sangue de tantos heróis que por ela deram a sua vida. Ontem, enquanto descansava, sentada na relva à sombra do castelo que nos gerou olhava para aquela terra e via o sangue de milhares de soldados ali derramado. Pessoas que deram a sua vida por este país, que acreditaram no sonho e ambição de um homem, que deram a vida por ele e, fizeram com que, passados quase 900 anos, eu estivesse ali à sombra da nossa história a desfrutar do orgulho de ser portuguesa. Porra, isto vale a pena!
(O sentimento de esperança e sacrificio durou até ver as notícias do dia...)
Adoro estefilme, é daqueles filmes que vejo vezes sem conta e nunca me canso pois gosto de tudo, do enredo, dos actores, Gerard Butler e Jeffrey Dean Morgan são excelentes "actores" e gosto mesmo muito da Hilary Swank. Este filme fz-me rir bem alto, faz-me chorar baba e ranho e faz-me ficar enternecida com algumas cenas, esta é uma cena em que sempre choro é a cena da última carta, pois para mim essência do Amor é isto é querer ver a pessoa amada bem e feliz, mesmo que essa felicidade não seja ao nosso lado...
Não sendo grande apreciadora de Rap, adoro a voz da Lauryn Hill e nesta musica em particular misturando o seu estilo com o Reaggae de Bob Marley acho que está perfeito. E adoro tudo nesta música, a sonoridade,a combinação de estilos e a letra...
(Bob)
Turn your lights down low
And pull your window curtain
Oh let the moon come shining in
Into our life again
Saying ooh, it's been a long, long time
(Long, long time)
I got this message for you girl
But it seems I was never on time
Did I wanna get through to you girl?
On time, on time (word)
I want to give you some love
I want to give you some good, good loving
(Uh, uh, right, uh)
Oh I, oh I, oh I
Yeah I want to give you some good, good loving (uh)
{Lauryn}
Turn your lights down low
(Word, word, uh, uh)
Never ever try to resist, oh no
(Na, na, na, na)
Let your love come shining in
(Na, na, na, na)
Into our lives again
(Na, na, na, na)
And ooh, I love you
(I love you, I love you)
And I want you to know right now
(Know right now)
Ooh I love you
(Uh-uh, yeah, uh)
And I want you to know right now (uh)
That I, that I
I wanna give you some love (uh, yeah)
I wanna give you some good, good loving
Oh I, oh I, oh I
I wanna give you some good, good loving (yeah uh-uh)
{Lauryn}
Loving you is a like a song I replay
Every three minutes and thirty seconds of every day (uh, uh)
And every chorus was written for us to recite (right)
Every beautiful melody of devotion every night
It's potion like this ocean that might carry me
In a wave of emotion to ask you to marry me
And every word, every second, and every third
Expresses the happiness more clearly than ever heard (uh)
And when I play them, every chord is a poem
Telling the Lord how grateful I am cause I know him (what? word)
The harmonies possess a sensation similar to your caress (uh)
If you asking then I'm telling you it's yes
Stand in love, take my hand in love, God bless (right)
É assim que te quero, amor, assim, amor, é que eu gosto de ti, tal como te vestes e como arranjas os cabelos e como a tua boca sorri, ágil como a água da fonte sobre as pedras puras, é assim que te quero, amada, Ao pão não peço que me ensine, mas antes que não me falte em cada dia que passa. Da luz nada sei, nem donde vem nem para onde vai, apenas quero que a luz alumie, e também não peço à noite explicações, espero-a e envolve-me, e assim tu pão e luz e sombra és. Chegastes à minha vida com o que trazias, feita de luz e pão e sombra, eu te esperava, e é assim que preciso de ti, assim que te amo, e os que amanhã quiserem ouvir o que não lhes direi, que o leiam aqui e retrocedam hoje porque é cedo para tais argumentos. Amanhã dar-lhes-emos apenas uma folha da árvore do nosso amor, uma folha que há-de cair sobre a terra como se a tivessem produzido os nosso lábios, como um beijo caído das nossas alturas invencíveis para mostrar o fogo e a ternura de um amor verdadeiro.
Pablo Neruda
*Sílvia, felicidades nesta tua nova etapa de vida, que o vosso amor seja todos os dias verdadeiro e assim invencível. (Já fui coscuvilhar ao face e vi as fotos, estavas linda! Beijinhos - tenta ignorar o facto de estar 15 dias atrasada ok?)
Como é que sabemos que uma pessoa sente o peso da culpa?
É sempre a primeira a espalhar a história, numa versão favorável. Tem necessidade de contar o seu lado pois, no fundo sabe que errou.Vitimiza-se perante tudo e todos, conhecidos e desconhecidos em busca de uma compreensão que sabe não merecer. Esquece-se que o mais importante não é a opinião dos outros é a nossa consciência e essa, está sempre ciente do que é verdade e mentira... e não, uma mentira repetida muitas vezes não se torna verdade.
Esta música está entre as minhas preferidas de todos os tempo. Ouço-a desde os 14 anos e hoje tem ainda mais significado. Editada em 1995, faz parte do álbum Mellon Collie and the Infinite Sadness (um dos meus álbuns preferidos) dos Smashing Pumpkins (uma das minhas bandas preferidas também). Billy Corgan, diz que a inspiração para esta música veio num dia chuvoso, enquanto esperava junto a um semáforo vermelho. Para Corgan esta música traduz aquela sensação de que algo está para acontecer, que ainda não é o momento mas, que sabemos que estar quase. Fala-nos da juventude, do sentimento de invencibilidade, de podermos tudo, da ideia que seremos jovens para sempre, que nada é impossível, das esperanças que acalentámos, apesar de o futuro ser incerto. É um hino aos adolescentes, tem o mesmo efeito nestes que a poção mágica no Asterix, ou os espinafres no Poppey. O título 1979 não é inocente, foi editada em 1995 para aqueles que na alturam teriam 16 anos. Mas, para quem ouve esta música, os efeitos secundários não terminam com a fase das borbulhas. A esperança, a força, a coragem são renovadas a cada vez que a ouvimos. Mesmo hoje, em que o futuro não se apresenta nada promissor, estes acordes, esta composição, renovam-nos as esperanças...
Shakedown 1979, cool kids never have the time On a live wire right up off the street You and I should meet Junebug skipping like a stone Headlights pointed at the dawn We were sure we’d never see an end to it all And I don’t even care to shake these zipper blues And we don’t know Just where our bones will rest To dust I guess Forgotten and absorbed into the earth below Double cross the vacant and the bored They’re not sure just what we have in the store Morphine city slippin dues down to see That we don’t even care as restless as we are We feel the pull in the land of a thousand guilts And poured cement, lamented and assured To the lights and towns below Faster than the speed of sound Faster than we thought we’d go, beneath the sound of hope Justine never knew the rules, Hung down with the freaks and the ghouls No apologies ever need be made, I know you better than you fake it To see that we don’t even care to shake these zipper blues And we don’t know just where our bones will rest To dust I guess Forgotten and absorbed into the earth below The street heats the urgency of sound As you can see there’s no one around
"When you fall in love, it is a temporary madness. It erupts like an earthquake, and then it subsides. And when it subsides, you have to make a decision. You have to work out whether your roots are become so entwined together that it is inconceivable that you should ever part. Because this is what love is. Love is not breathlessness, it is not excitement, it is not the desire to mate every second of the day. It is not lying awake at night imagining that he is kissing every part of your body. No... don't blush. I am telling you some truths. For that is just being in love; which any of us can convince ourselves we are. Love itself is what is left over, when being in love has burned away. Doesn't sound very exciting, does it? But it is!"
Ontem chegada a casa, liguei a t.v. e após um breve zapping 'estacionei' no canal Hollywood...
Estava a dar o filme "Captain Corelli's Mandolin", recordo-me vagamente de o ter visto, mas o filme já tem 11 anos e afinal a lembrança já era quase nula... a foda é que eu já estava toda embrenhada na história quando a puta da Zon decidiu ter uma avaria... (num momento crucial do filme) fiquei sem televisão, e internet... mas ainda assim valeu a pena, só por ter visto esta cena...
Como a "avaria" se prolongou, decidi ver um filme no pc, este, mas eu não estava minimamente preparada para o fim do mesmo... Duplamente fodasse!
Hoje o meu avô fazia anos. Foi o único avô que conheci, o outro, o materno, faleceu dois meses antes de eu nascer. Eu e o meu pai partilhamos memórias completamente antagónicas do meu avô. O meu pai fala de um homem severo, que criou dez filhos com mão de ferro. Um pai ausente, que impunha o respeito e a educação com o cinto que lhe segurava as calças. Um cristão convicto que impunha a religião em casa. Eu conheci um avó simpático, paciente para me responder a todas as questões que lhe punha, um engenhoca capaz de construir qualquer coisa. Um avô que me levava a passear, com a minha irmã, enquanto a ensinava a conduzir, no seu Sinka reconstruído por ele, com um estofo de cada qualidade mas completamente automatizado. O meu pai guarda algum ressentimento do seu pai, eu guardo preciosas memórias do meu avô. Todos os anos ele organizava o passeio das netas. Só ele e as mulheres! (claro que isto tinha a ver com o facto de só ter 8 netas e quase 30 netos...) Metia passeio, almoço, pesca e claro o terço às seis e meia na Renascença. Eu tive a honra e o privilégio de me despedir do meu avô. Uns dias antes de ele falecer fui a casa vê-lo, cobriu-me de beijos, como se me quisesse recompensar por todos os que não me havia dado. À minha irmã, a sua neta preferida, deixou-lhe um conselho sábio: "nunca aceites menos de metade daquilo que mereces". Despedimo-nos e ele confidenciou-me que via uns anjinhos a pairar sobre a cama, disse-me que eram seres simpáticos que estavam sempre a sorrir. Saí com a noção clara que era uma despedida mas, acalentou-me saber que estava em paz. A minha avó esteve mais de 30 anos sem falar com o meu avô, viveram uma vida de aparência, de solidão, num clima quase irrespirável, onde os filhos tomavam as dores da mãezinha no entanto, na hora da morte o meu avô não tinha arrependimentos, remorsos, angústias, ele estava em paz e via anjinhos! Eu sempre soube que ele era um bom homem...
Estejas onde estiveres, recebe um beijo meu*. Fazes-nos falta...