Não compreendo é a leitura que se faz da História. E já não falo da história de há muitos séculos, falo mesmo daquela cujos intervenientes ainda estão vivos para a contar. Ler a História pela mãos dos historiadores e pela mão dos media é um exercício completamente esquizofrénico. É que não bate a bota com a perdigota. Recentemente, na comemoração do centenário de Álvaro Cunhal, celebrou-se um herói, alguém que se sacrificou, que lutou contra o regime salazarista, o líder comunista que mais tempo esteve preso, o romancista. Encheram o Campo Pequeno e, vejam lá, até a Judite de Sousa escreveu uma biografia do homem. Foi o herói da democracia diziam. Mas então, é suposto esquecermos as razões de tamanho altruísmo do homem? É suposto ignorar que, por vontade de Álvaro Cunhal o seu centenário seria algo deste género:
A nossa história recente está muito mal contada. Só se "conhece" um lado. Não se consegue falar do outro lado da coisa. Pouco se conhece...
ResponderEliminarChapeau!
ResponderEliminarTotalmente de acordo.
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