segunda-feira, 4 de março de 2013

Hoje deu-me para isto... IV

E porque parece que recuei 16 anos no tempo...
deu-me para ouvir isto,


e ainda mais isto...
(logo, o caso é mesmo sério)


vou só ali curtar os pulsos...

O que vale é que amanhã é um novo dia!

Painting & Poetry V


Salvador Dalí



Não te quero senão porque te quero,
e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero,
Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te,
como um cego.
...

Pablo Neruda

domingo, 3 de março de 2013

Oh fodasse...



Porque ontem me deste tanto e hoje nada?
Eu não sei viver assim, espero sempre mais... E hoje eu queria mais de ti.


P.S. Caro anónimo hoje não escrevi foda-se, tá contente? Eu não.

Buddha...





(Quão despretensioso é um "deus" que nos manda desacreditar até nos seus mandamentos se isso for contra as nossas  razões...)


sexta-feira, 1 de março de 2013

"Friends for life", so they say...

Dennis Rodman meets Kim Jong Un



 Kim: Ei! Dennis, meu camarada adorava ver-te  voar para fazeres aqueles dunks magníficos.

Dennis: Eh, pá! Obrigada bro! Tu também estiveste bem com os teus dunks nucleares. Puseste o mundo a tremer...

Kim: ehehe... Pá, estava entediado. Estes velhadas comunas tiraram-me a PlayStation.

Dennis: Fuck! Sabes que tens aqui um amigo para a vida não sabes? Vamos trocar contactos, eu posso dar-te uns conselhos sobre moda e tu, quando decidires rebentar com uma dessas fora do subsolo, dás-me uma chamadinha a avisar. É que, pá, já tenho o meu cérebro todo queimado, mais radiações iriam fazer-me mal...


Ó dótóra veja lá isto...



A semana passada a massagista escolheu-me para carpir as suas mágoas. O que era suposto ser um momento de relaxamento tornou-se num entediante monólogo sobre a sua condição clínica  Ouvi, sem ouvir. Tive, contudo, o cuidado de anuir com a cabeça a cada 5 minutos e pronunciar uns condescendentes "pois" e "exacto" a cada 3. O relato foi de tal forma pormenorizado que durou os três quartos de hora da massagem , prolongando-se até  à porta de saída que ansiava mas, que as palavras que ainda soavam, me impediam de cruzar. Fui salva pela entrada de uma outra cliente. Perante a agora maior plateia, precipitou-se enfim a conclusão da história. Agradeci mentalmente ao Senhor, despedi-me com um "há-de correr tudo bem" e saí. Classifiquei aquela conversa como desabafo, não processei a informação e, não mais me lembrei do assunto. 
Hoje, fui abordada por uma senhora de voz esganiçada e cuja cara nunca havia visto: "Ó dótóra.", vacilei, não deveria ser para mim. A mulher insistiu: "ó dótóra". Ainda com dúvidas que fosse comigo, respondi com um tímido: "sim? está a falar comigo?". A mulher logo retorquiu: "sim é com a menina, a menina não é dótóra? é que eu conheço-a. Olhe lá, não gostei nada da sua conversa na semana passada". A minha mente estava completamente turva, não só não sabia quem era a mulher como não fazia a mínima ideia do que estava a falar. "A dótóra sabe, a conversa que estava a ter com a gorda, aquilo são coisas que se digam? então a parvalhona diz que vai fazer queixa à administração do hospital e processar o médico!! A dótóra acha bem?? Isso não se faz, o dótore é tão bom homem. Sabe eu pesava 120 kg andava como uma marreca e agora, dótóra, olhe para mim, estou aqui um borracho de 70kg e tudo graças ao dótóre." Já esclarecida, retorqui que achava bem que ela fizesse queixa se achava que não estava a ser bem tratada, é um direito que lhe assiste. Ao que a mulher dispara "o que ela quer sei eu. Eu já lhe disse como se faz. Eu fui 3 vezes ao consultório particular do dótóre, deixei lá 50 euros de cada vez, chorei, chorei e pouco depois ele ligou-me para eu ser operada. Ela não quer é perder o amor ao dinheiro, assim tem de esperar como os outros". Atónita e sem saber muito bem como reagir a estas afirmações perguntei à senhora se achava este procedimento correcto para com as pessoas que não podem subornar o médico. Resposta pronta: "agora não pode!! quem não pode sou eu que vivo do rendimento mínimo". Imediatamente todos os meus sentidos se despertam perante aquelas duas palavras: rendimento mínimo. Olho agora com olhos de ver para a mulher: cabelo arranjado, madeixas platinadas, marrafa levemente arrumada de lado com uns reflexos cor de rosa, unhas de gel tipo Maya, pintadas com as pontas cor de rosa, riscas de glitter e uma ou outra andorinha, talvez a anunciar a Primavera que se aproxima. Uns pechisbeques a adornar uma toilette demasiado reluzente, como que a iluminar a graça dos agora 70kg. Pensei na minha jornada de trabalho de ontem de 14 horas, todas as luzes vermelhas se acenderam na minha cabeça a piscar furiosamente. Hesitei. Respirei fundo e finalizei a conversa com um: "folgo em saber que o nosso dinheiro está a ser bem empregue".


Músicas que mexem comigo#45

Gilberto Gil
Rio de Janeiro - Aquele Abraço


Para a cidade mais linda do mundo!! A cidade maravilhosa...

Parabéns Rio!!!

E hoje a minha cidade preferida em todo o mundo faz 448 anos... Parabéns Rio de Janeiro!!!

E já estou morrendo de saudades...











Logo nos voltaremos a encontrar...

1 de março...


Faço o 31 daqui a 10 dias...
Nasci às 8 da manhã.
Segundo a minha mãe, fui "feita" numa noite de Verão, em que o meu pai quis brincadeira...
 (é cá dos meus!)
De 4 irmãos, sou aquela, que todos fazem as vontades... o mesmo será dizer mimada!
Tenho uma sobrinha e zero afilhados.
 (todas as monissimas são madrinhas excepto eu... "Não Sou Digna!")
Ainda sou uma espécie de criança, muitas vezes ninguém me leva a sério.
(mas eu gosto de ser assim).
Sou complicada, preguiçosa e gulosa.
Gosto de viajar (quem é que não gosta né?), mas nunca viajei sozinha!
 (e acho que já está na altura de o fazer...)
Não faço planos a longo prazo... nunca os fiz! Deixo as coisas acontecerem.
Sou fiel a mim mesma. Se gosto, gosto! Se não gosto, não gosto e faço questão de o demonstrar.
Sou vaidosa, mas já fui mais! Já fui beta, dread, hippie, freak, e agora sou Mona.
Enquanto cresci, aprendi a gostar de mim e aceitar aquilo que sou, enquanto mulher e pessoa...
Foi difícil? Foi. Se voltava atrás? Não!
Acredito no acaso e acredito que ainda vou ser muito feliz.
Sei quem são os meus. São poucos, mas quando olho para trás, são os que sempre estiveram lá!