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quinta-feira, 27 de março de 2014

As I Began To Love Myself



by Charlie Chaplin

As I began to love myself I found that
anguish and emotional suffering
are only warning signs that I was living
against my own truth.
Today, I know, this is AUTHENTICITY.

As I began to love myself I understood
how much it can offend somebody
As I try to force my desires on this
person, even though I knew the time
was not right and the person was not
ready for it, and even though this
person was me. Today I call it RESPECT.

As I began to love myself I stopped
craving for a different life,
and I could see that everything that
surrounded me was inviting me to grow.
Today I call it MATURITY.

As I began to love myself I understood
that at any circumstance,
I am in the right place at the right time,
and everything happens
at the exactly right moment. So I could
be calm.
Today I call it SELF-CONFIDENCE.

As I began to love myself I quit steeling
my own time,
and I stopped designing huge projects for
the future.
Today, I only do what brings me joy and
happiness, things I love to do
and that make my heart cheer, and I do
them in my own way and in
my own rhythm. Today I call it
SIMPLICITY.

As I began to love myself I freed myself
of anything that is no good for
my health – food, people, things,
situations, and everything that drew
me down and away from myself. At first I
called this attitude
a healthy egoism. Today I know it is
LOVE OF ONESELF.

As I began to love myself I quit trying to
always be right, and ever since
I was wrong less of the time. Today I
discovered that is MODESTY.

As I began to love myself I refused to go
on living in the past and worry
about the future. Now, I only live for the
moment, where EVERYTHING
is happening. Today I live each day, day
by day, and I call it FULFILLMENT.

As I began to love myself I recognized
that my mind can disturb me
and it can make me sick. But As I
connected it to my heart, my
mind became a valuable ally. Today I call
this connection WISDOM OF THE HEART.

We no longer need to fear arguments,
confrontations or any kind of problems
with ourselves or others. Even stars
collide, and out of their crashing
new worlds are born. Today I know
THAT IS LIFE!

domingo, 9 de março de 2014

sonho sonhado...



Regresso devagar ao teu 
sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que 
não é nada comigo. Distraído percorro 
o caminho familiar da saudade, 
pequeninas coisas me prendem, 
uma tarde num café, um livro. Devagar 
te amo e às vezes depressa, 
meu amor, e às vezes faço coisas que não devo, 
regresso devagar a tua casa, 
compro um livro, entro no 
amor como em casa. 


Manuel António Pina

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

reset...








"Que a vida ensine que tão

ou mais difícil do que ter razão, é saber tê-la.
Que o abraço abrace.
Que o perdão perdoe.
Que tudo vire verbo e verbe.
Verde. Como a esperança.
Pois, do jeito que o mundo vai,
dá vontade de apagar e começar tudo de novo..."


Artur da Távola

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

o ciclo do amor...


Fred Lyon


"João amava Teresa que amava Raimundo 
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili 
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes 
que não tinhas entrado na história."


Carlos Drummond de Andrade 

Mas em vão, porque o porco é bom só para assar... (como diz o outro, 'Tudo foi em vão')

O Leão e o Porco

O rei dos animais, o rugidor leão,
Com o porco engraçou, não sei por que razão.
Quis empregá-lo bem para tirar-lhe a sorna
(A quem torpe nasceu nenhum enfeite adorna):
Deu-lhe alta dignidade, e rendas competentes,
Poder de despachar os brutos pretendentes,
De reprimir os maus, fazer aos bons justiça,
E assim cuidou vencer-lhe a natural preguiça;
Mas em vão, porque o porco é bom só para assar,
E a sua ocupação dormir, comer, fossar.
Notando-lhe a ignorância, o desmazelo, a incúria,
Soltavam contra ele injúria sobre injúria
Os outros animais, dizendo-lhe com ira:
«Ora o que o berço dá, somente a cova o tira!»
E ele, apenas grunhindo a vilipêndios tais,
Ficava muito enxuto. Atenção nisto, ó pais!
Dos filhos para o génio olhai com madureza;
Não há poder algum que mude a natureza:
Um porco há-de ser porco, inda que o rei dos bichos
O faça cortesão pelos seus vãos caprichos.

Bocage, in 'Fábulas'

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Vendaval...







Meu coração quebrou. 


Era um cedro perfeito;

Mas o vento da vida levantou,


E aquele prumo do céu caiu direito.


Nos bons tempos felizes

Em que ele batia, erguido,

Desde a rama às raízes

Era seiva e sentido.


Agora jaz no chão.

Palpita ainda, e tem

Vida de coração...

Mas não ama ninguém.





Miguel Torga, Diário (1942)

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Give me...



...
Give me odorous at sunrise a garden of beautiful flowers where I can walk undisturbed.
...


                                              Walt Whitman

domingo, 8 de dezembro de 2013

Painting & Poetry XXVII


Edward Hopper

&


Há a mulher que me ama e eu não amo.
Há as mulheres que me acamam e eu acamo.
Há a mulher que eu amo e não me ama nem acama.

Ah essa mulher!

Tu eras mais feliz, Apollinaire.
montado num obus, voavas à mulher.
Tu foste mais feliz, meu artilheiro.
tiveste amor e guerra.

Eu andei pra marinheiro,
mas pus óculos e fiquei em terra.

Upa garupa na mulher que me acama,
que a outra é contigo, coração que bem queres
sofrer pelas mulheres...


ALEXANDRE O´NEILL

domingo, 10 de novembro de 2013

Painting & Poetry XXVI

Edvard Munch, Girl on the Beach, 1896

Edvard Munch

&


Si tú me olvidas

Quiero que sepas
una cosa.


Tú sabes cómo es esto:
si miro
la luna de cristal, la rama roja
del lento otoño en mi ventana,
si toco
junto al fuego
la impalpable ceniza
o el arrugado cuerpo de la leña,
todo me lleva a ti,
como si todo lo que existe,
aromas, luz, metales,
fueran pequeños barcos que navegan
hacia las islas tuyas que me aguardan.



Ahora bien,
si poco a poco dejas de quererme
dejaré de quererte poco a poco.



Si de pronto
me olvidas
no me busques,
que ya te habré olvidado.



Si consideras largo y loco
el viento de banderas
que pasa por mi vida
y te decides
a dejarme a la orilla
del corazón en que tengo raíces,
piensa
que en ese día,
a esa hora
levantaré los brazos
y saldrán mis raíces
a buscar otra tierra.



Pero
si cada día,
cada hora
sientes que a mí estás destinada
con dulzura implacable.
Si cada día sube
una flor a tus labios a buscarme,
ay amor mío, ay mía,
en mí todo ese fuego se repite,
en mí nada se apaga ni se olvida,
mi amor se nutre de tu amor, amada,
y mientras vivas estará en tus brazos
sin salir de los míos.


Pablo Neruda

domingo, 3 de novembro de 2013

Painting & Poetry XXV



Gustav Klimt


&




Última estrela a desaparecer antes do dia, 
Pouso no teu trêmulo azular branco os meus olhos calmos, 
E vejo-te independentemente de mim; 
Alegre pelo critério (?) que tenho em Poder ver-te 
Sem "estado de alma" nenhum, sonho ver-te. 
A tua beleza para mim está em existires 
A tua grandeza está em existires inteiramente fora de mim. 


Alberto Caeiro

domingo, 20 de outubro de 2013

sweet googbye...





Ah,
you're just a copy
of all the candy bars
I've ever eaten.

domingo, 13 de outubro de 2013

Painting & Poetry XXIV

Salvador Dali, Three Sphinxes of Bikini
Salvador Dali

&




Segue o teu destino,

Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.

A realidade

Sempre é mais ou menos

Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.

Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.

Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.

Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.



Ricardo Reis

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

sempre que morre um poeta, morre um pouco de esperança...

Não posso adiar o amor para outro século 
não posso 
ainda que o grito sufoque na garganta 
ainda que o ódio estale e crepite e arda 
sob montanhas cinzentas 
e montanhas cinzentas

Não posso adiar este abraço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio

Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação

Não posso adiar o coração



António Ramos Rosa  1924-2013


terça-feira, 10 de setembro de 2013

Palavras...






Morde-me com o querer-me que tens nos olhos
Despe-te em sonho ante o sonhares-me vendo-te,
Dá-te vária, dá sonhos de ti própria aos molhos
Ao teu pensar-me querendo-te…

Desfolha sonhos teus de dando-te variamente,
Ó perversa, sobre o êxtase da atenção
Que tu em sonhos dás-me… E o teu sonho de mim é quente

No teu olhar absorto ou em abstracção…


Possue-me-te, seja eu em ti meu espasmo e um rocio
De voluptuosos eus na tua coroa de rainha…
Meu amor será o sair de mim do teu ócio
E eu nunca serei teu, ó apenas-minha?

Fernando Pessoa

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

uncover me...




Just because
people love your mind,
doesn't mean they
have to have
your body,
too.

domingo, 1 de setembro de 2013

Painting & Poetry XXIII



Malcolm T. Liepke
 
&

little dark girl with
kind eyes
when it comes time to
use the knife
I won't flinch and
I won't blame
you,
as I drive along the shore alone
as the palms wave,
the ugly heavy palms,
as the living does not arrive
as the dead do not leave,
I won't blame you,
instead
I will remember the kisses
our lips raw with love
and how you gave me
everything you had
and how I
offered you what was left of
me,
and I will remember your small room
the feel of you
the light in the window
your records
your books
our morning coffee
our noons our nights
our bodies spilled together
sleeping
the tiny flowing currents
immediate and forever
your leg my leg
your arm my arm
your smile and the warmth
of you
who made me laugh
again.
little dark girl with kind eyes
you have no
knife. the knife is
mine and I won't use it
yet.

Charles Bukowski
 
 

domingo, 18 de agosto de 2013

Painting & Poetry XXII

1955.659.jpg
William Bouguereau





Dei-te os dias, as horas e os minutos
Destes anos de vida que passaram;
Nos meus versos ficaram
Imagens que são máscaras anónimas
Do teu rosto proibido;
A fome insatisfeita que senti
Era de ti,
Fome do instinto que não foi ouvido.

Agora retrocedo, leio os versos,
Conto as desilusões no rol do coração,
Recordo o pesadelo dos desejos,
Olho o deserto humano desolado,
E pergunto porquê, por que razão
Nas dunas do teu peito o vento passa
Sem tropeçar na graça
Do mais leve sinal da minha mão...
 
 Miguel Torga
 
 

domingo, 28 de julho de 2013

Painting & Poetry XXI

Gustav Klimt

It seemed
like years
before
I picked
a bouquet
of kisses
off her mouth
and put them
into a dawn-colored vase
in
my
heart.

But
the wait
was worth it.

Because
I
was
in love.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

I am the master of my fate; I am the captain of my soul...





Out of the night that covers me,

Black as the pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.



In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.



Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid.



It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.

William Ernest Henley

terça-feira, 16 de julho de 2013

Palavras com sentimento...




Entre os teus lábios
é que a loucura acode,
desce à garganta,
invade a água.


No teu peito
é que o pólen do fogo
se junta à nascente,
alastra na sombra.

Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre.

Da cintura aos joelhos
é que a areia queima,
o sol é secreto,
cego o silêncio.

Deita-te comigo.
Ilumina meus vidros.
Entre lábios e lábios
toda a música é minha.

Eugênio de Andrade