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quarta-feira, 28 de maio de 2014

gentxi qui não s'enxerga...


Ontem na Antena 3, Roberta Medina, filha do patrão do Rock in Rio, dizia em jeito de crítica que os portugueses são muito cravas, e que são precisamente os que mais podem (financeiramente falando) que mais exigem borlas. À mesma hora, num outro ponto da cidade, a Assembleia Municipal isentava a organização do RiR do pagamento das taxas municipais no valor de 2,9 milhões de euros! 

Roberta, mia fia, si enxerga, vai!

segunda-feira, 26 de maio de 2014

"Todas as nações têm o governo que merecem" *

Conheça os deputados portugueses eleitos para o Parlamento Europeu


As eleições de ontem foram profícuas em interpretações. Da esquerda à direita, teóricos e empiristas, os do costume e os novos actores, todos se desenrolaram em teorias patéticas e ocas. Uma vez mais, desprezou-se a política europeia, aquela que paga 80% dos investimentos nacionais, e que financia os nossos bancos, fazendo uma colagem dos resultados às eleições nacionais. Como boa tuga que sou, também eu tenho uma opinião a dar:

1. Ao contrário do que todos reclamam, não houve um único vencedor: o PS teve um resultado vergonhoso, a Aliança Portugal perdeu, a CDU elegeu três deputados para um Parlamento que rejeita, O Movimento Partido da Terra vendeu-se ao populismo de Marinho Pinto, o Bloco de Esquerda acentuou a sua tendência de extinção. 

2. A abstenção não é passível de outra interpretação senão a falta de interesse. Não gosta dos candidatos? vota em branco, está descontente? escreve impropérios no boletim de voto, mas mostra que se preocupa e interessa dando-se ao trabalho de ir exercer o seu direito/dever. Não quer saber? então não tem o direito de reclamar.

4. Nem tudo é mau, exportamos o Marinho Pinto, o Carlos Zorrinho e o Pedro Silva Pereira de uma vez só. O país vai ficar melhor.


sexta-feira, 23 de maio de 2014

a lotaria da democracia



Ninguém diria mas, domingo há eleições. E por sinal umas bem importantes já que as principais políticas que nos regem são pensadas e aprovadas em Estrasburgo/Bruxelas e não em São Bento. Não há muito a dizer sobre estas eleições. Os partidos da oposição dizem que devemos votar contra os partidos da coligação para os castigar pela política de austeridade em Portugal, os partidos do governo dizem para votarmos neles para mostrar que não queremos governos despesistas como os anteriores. Os novos partidos alegam que devemos é votar neles para variar. E nós, eleitores que até queremos exercer o nosso direito/dever de voto, ficamos como um burro a olhar para o palácio. 
Mais uma vez, destas eleições sai a certeza que temos uma classe política execrável, da esquerda à direita, ninguém se aproveita. O PS anda preocupado a analisar o impacto da participação do Sócrates na campanha, que hoje lá saiu à rua com aquela cara de pau que lhe é característica. (Deixem-me que vos diga que se eu tiver a sorte de apanhar uma arruada com o Sócrates, o impacto seria o da minha mão na cara dele, poucas coisas me dariam tanto prazer.) O Tozé anda a prometer aos velhinhos acabar com a TSU das reformas, um burro a tentar fazer os outros de burros, alguém diga a esse senhor que as eleições são para o Parlamento Europeu... 
Não ouvi dos candidatos senão troca de acusações, insultos, e lavar de roupa suja. O mote, comum a todos os partidos parece ser "votem em mim, não porque sou o melhor candidato mas, porque os outros são maus". Não retive dos candidatos uma única ideia sobre os quadros comunitários de apoio, as políticas comuns de pescas, agricultura, o euro, a protecção do mercado europeu, o futuro da União Europeia, a Constituição Europeia, o caso Turco,  a questão Britânica.
Domingo não deixarei de ir votar, não por respeito aos candidatos, já que terei muitas dificuldades em escolher um, mas por respeito a todos os que no passado tornaram possível que hoje eu tenha direito de escolha, mesmo que a minha escolha se resuma ao menos mau.


quarta-feira, 14 de maio de 2014

"Quem nasceu para lagartixa...

Parece que o Orelhas convidou todos os presidentes de clubes da liga para irem hoje á final, todos excepto o nosso Pintinho (não quer ninguém lá que o ofusque, digo eu), claro que o nosso Pintinho não se importou afinal ele já foi a muitas finais, além do que ele está habituado a ir e voltar com a taça, experiência  que o orelhas só conhece de ouvir falar!!

"Quem nasceu para lagartixa nunca chega a jacaré "

terça-feira, 6 de maio de 2014

Ah! O consolo de saber existir políticos piores que os nossos...

Ministro sírio prevê "época próspera" de turismo numa das regiões mais castigadas pela guerra


(Jornalistas garantem que o Ministro disse-o de forma séria e sem pestanejar! Temos Óscar!)


Cavaco translator

O que o Cavaco disse no dia da anunciada saída limpa do resgate da Troika:

"O que mais me vem à memória, no dia de hoje, são as afirmações perentórias de agentes políticos, comentadores e analistas, nacionais e estrangeiros ainda há menos de seis meses, de que Portugal não conseguiria evitar um segundo resgate. O que dizem agora?" 

O que o Cavaco gostaria de ter dito se tivesse tomates:

""O que mais me vem à memória, no dia de hoje, são as afirmações perentórias de agentes políticos, comentadores e analistas, nacionais e estrangeiros ainda há menos de seis meses, de que Portugal não conseguiria evitar um segundo resgate. Falai agora cabrões de merda que em vez de trabalharem para esta porra ir para a frente só estorvam. Engoli em seco seus filhos da puta, mensageiros da desgraça. Que vos nasça um castanheiro no rabo por desejarem mal à vossa pátria. Com uma sachola na mão é que vós eras úteis, a ver o que custa a vida seus inúteis."

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Acerca do jogo de logo á noite

Quero dizer que vai jogar aquele que , para mim, continua a ser o melhor guarda-redes do mundo, o Superman,Gigi Buffon. E ao grande Gigi, só lhe peço que tenha uma noite em grande e que defenda todas!!!








terça-feira, 8 de abril de 2014

bem que podiam enfiar o vosso pessimismo num sítio que eu cá sei...



Vivemos três anos na merda. Chafurdamos na lama, fomos para lá do fim do poço. Foram três anos terríveis, cinzentos, medonhos. Ameaçaram-nos com o papão e nós, meninos bem comportados, fizemos tudo o que nos mandaram, cumprimos à regra com todas as regras. Portamo-nos bem e os nossos tutores têm-nos passado a mão na cabeça e feito rasgados elogios. Nos meios de comunicação social estrangeiros somos heróis, um caso de sucesso e superação. Nos nossos meios de comunicação somos uns desgraçados que morremos na praia.
Estamos cansados, saturados. Dobramos outra vez o cabo das Tormentas e, embora a tempestade ainda não tenha acabado saberia bem, provar o doce travo da vitória. Mas não, neste país não se comemoram os feitos, celebram-se as desgraças. Neste país, cheio de velhos do Restelo e gente triste, as vitórias são minimizadas e a tragédia ampliada. Neste país, e em nome da má política, escrevem-se as glórias a letra minúscula e sublinham-se a negrito as desgraças. Vivemos num constante delay, onde o passado é sempre melhor que o presente e o futuro. E o passado, lá no passado, quando este ainda era presente, era igualmente mau, péssimo. Seria bom, por uma vez que fosse,  saborearmos as nossas conquistas no agora e não daqui a quinhentos anos. Deixem-nos ficar um bocadinho orgulhosos pelo trabalho que fizemos. Deixem-se de merdas e politiquices e enalteçam a vontade deste povo, a resiliência, o espírito de sacrifício. Deixem de dar tempo de antena a velhos decrépitos que acham que os militares deveriam fazer um golpe de Estado, a políticos ressabiados que torcem para que tudo dê errado só para terem razão, a ex ministros que ajudaram a cavar o buraco onde nos enfiaram e, sem o mínimo de vergonha na cara, acham-se no direito de criticar. Apre gentinha...Custa muito deixar o povo ser feliz, nem que seja só por um bocadinho, custa???


quarta-feira, 26 de março de 2014

diplomacia ucraniana


Mulheres ucranianas lançam campanha: "Nada de sexo para homens russos"
"Não a dês a um russo", assim se chama a campanha, que visa arrefecer o apetite de Moscovo pelo território ucraniano e chamar a atenção para as ações dos russos na Crimeia.

Aqui. 

segunda-feira, 17 de março de 2014

sim, eu tenho noção que vejo demasiados filmes...




A minha versão do voo MH370 da Malaysia Airlines:

- O avião foi sequestrado.
- O avião aterrou em segurança num lugar remoto deste planeta.
- Os passageiros estão sequestrados
- Vai ser pedido um resgate milionário ao governo chinês, país de origem de dois terços dos passageiros.
- Os chineses, para quem dinheiro não é problema, vêem isto como uma oportunidade de fazer um brilharete mundial e negoceiam com os sequestradores, à socapa da comunidade internacional.
- A China anuncia ao mundo que encontrou o avião e libertou os passageiros.
- O herói não é mais americano.

(posso estar enganada mas, isto dava um guião do caraças...)



sábado, 8 de março de 2014

Porque somos mulheres todos os dias do ano, todas as horas do dia...



O dia Internacional da Mulher não é o dia em que a mulher deixa o marido e filhos em casa e sai para jantar e se divertir com as amigas. Não é a celebração decrépita, insultuosa e degradante que vemos nos dias de hoje. O dia Internacional da Mulher é uma das maiores conquistas da humanidade do século XX. É o reconhecer os direitos trabalhistas das mulheres. O dia da mulher não é político, não é comunista nem capitalista. O dia da mulher não é uma data comercial nem propagandista. O dia da mulher é sim, um marco histórico para todas as mulheres que hoje desfrutam das conquistas auguradas pelas bravas guerreiras que em 1917, chamadas a integrar a força de trabalho das indústrias, ousaram reivindicar melhores condições laborais. As mesmas que derrubaram regimes absolutistas e que exigiram o respeito pela sua humanidade, a humanidade que não tem sexo, raça, credo ou idade.
A todas elas que desbravaram o caminho, àquelas que continuaram no seu trilho e às que ainda hoje fazem dessa bandeira a sua luta, o meu obrigada, este dia é o vosso tributo.




sexta-feira, 7 de março de 2014

Presos pela farda


(Em 74 foram militares em breve seremos nós???!!!)

Não é que eu ache que os polícias não têm direito a ter um sindicato.
Não é que eu ache que os polícias não têm direito a manifestar-se.
Não é que eu ache que os polícias não têm direito a reivindicar melhores condições.
Não é que eu ache que 800 euros é manifestamente pouco para quem arrisca a vida em prol do outros.

O que eu acho é que os polícias não podem desrespeitar a lei. A tentativa de ontem de invadir as escadas da Assembleia da República é escabrosa para a classe. Os insultos proferidos aos colegas que estavam ao serviço são vergonhosos. Como ontem dizia um amigo meu, membro de uma claque, "eu já levei nos cornos por muito menos". O que nós vimos não foi o descontentamento de uma classe, não foi o reivindicar melhores condições laborais, foi, isso sim, uma chantagem, uma ameaça, um marcar de posição: "nós somos a força deste país e não temos problema em a utilizar para conseguir o que pretendemos". Na reivindicação por melhores condições os polícias não são mais que os reformados, os professores ou os estivadores. Pelo contrário têm uma responsabilidade que estes não têm. Um polícia não deixa de ser uma autoridade quando despe a farda. Pesa sempre sobre ele a responsabilidade do exemplo. E, desrespeitar consciente e propositadamente a lei, tentando invadir a escadaria da casa da democracia, ignorando as ordens dos colegas, usando petardos (provavelmente os mesmos que apreenderam às claques...) não os favorece nas reivindicações que fazem. Tão pouco as ameaças sub-reptícias do uso da força e do poder que julgam ter. Os sacrifícios porque estão a passar são os mesmo que todos os portugueses enfrentam. Caros Srs. da autoridade o poder não está nas mãos de quem tem as armas. O poder está no povo e na sua vontade. A isso chamamos democracia.

(uma nota para a vergonhosa cobertura jornalística, que, em horário nobre, fez do acontecimento uma novela. Informar é diferente de incitar e ontem, a persistência em passar em directo todas as movimentações, quer dos manifestantes, quer das forças policiais foi um claro incitamento a um desenrolar mais violento. )

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Brasil, país de samba, sol e se... se... qual é mesmo a palavra?




Se pedirem a um homem para definir o Brasil em duas palavras, apostava a reforma do Tordo em como responderia futebol e sexo (não obrigatoriamente por esta ordem). São sobejamente conhecidas as virtudes do país irmão, a Globo vende, muito bem vendido, aquele sonho todos os dias. E é verdade que há muita coisa boa em terras de Vera Cruz, a bossa nova, a água de coco, o Rodrigo Santoro, o sol, a praia, as coxinhas de galinha, o Cauã Reymond, a banana ouro, os pasteis, o samba, o Reynaldo Gianecchini, a natureza, o chinelo no pé... enfim um sem números de atractivos. Claro que há também o reverso desta moeda, mas isso agora não interessa nada, "morreu na praia é afogado...".
Acontece que o país da cidade maravilhosa, o país que neste Carnaval vai distribuir 20 milhões de preservativos pelos foliões, aquele que é um dos maiores exportadores de profissionais do sexo, o país onde se compra uma pinadela como quem compra uma manga, se sentiu muito ofendido com estas t-shirts criadas pela Adidas para promover o mundial de Futebol. Alegam os brasucas que as camisolas têm um duplo sentido e conteúdo sexista sugerindo o Brasil como destino de turismo sexual  (nãaa, quem é que pensa tal heresia, todos sabemos que os turistas vão ao Brasil pelo feijão com arroz e não pela picanha...). A Adidas já tirou as t-shirts de circulação, o que é uma pena pois acho que estão muito bem pensadas, são giras  e facilitam o negócio aproximando a procura da oferta. 
É comum gostarmos do que não compreendemos, o meu gosto pelo Brasil vem daí, da minha dificuldade em compreender um país que não tem uma lógica, o país que desfila na Sapucaí apenas de tapa sexo do tamanho de  uma noz e proíbe o topless em Copacabana.


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Porque há dias em que temos consciência da sorte que temos...


Esta carta, escrita pelo João Tordo, escritor, ao seu pai, Fernando Tordo, músico, no dia em que este emigrou para o Brasil em busca de uma vida melhor tornou-se viral nas redes sociais. É uma carta emotiva onde transparece todo o amor de um filho pelo seu pai, mas é também uma carta de revolta e crítica aos governantes, ao país e ao povo ao qual, aos 65 anos Fernando Tordo teve de virar as costas para procurar melhor vida. 
A leitura que fazemos das coisas é sempre condicionada pelo momento em que a lemos . Quando li este parágrafo "Os nossos governantes têm-se preparado para anunciar, contentíssimos, que a crise acabou, esquecendo-se de dizer tudo o que acabou com ela. A primeira coisa foi a cultura, que é o património de um país. A segunda foi a felicidade, que está ausente dos rostos de quem anda na rua todos os dias. A terceira foi a esperança. E a quarta foi o meu pai, e outros como ele, que se recusam a ser governados por gente que fez tudo para dar cabo deste país - do país que ele, e milhões de pessoas como ele, cheias de defeitos, quiseram construir: um país melhor para os filhos e para os netos. Fracassaram nesse propósito; enganaram-se ao pensarem que podíamos mudar. Não queremos mudar. Queremos esta miséria, admitimo-la, deixamos passar." a primeira coisa que me veio à ideia foi a actual situação da Ucrânia. Gente que acredita que pode fazer um país melhor. Gente que luta, disposto a dar a própria vida para conquistar o país que querem. Gente que aguenta 40 graus negativos, sem arredar pé há vários meses, numa praça, para que a sua voz seja ouvida. Eu não tenho o país com que sonhei. Tenho o país que é possível ter, dado os condicionalismos. Tenho o país que muita gente, de outras nações sonha ter. Tenho o país que me deu o que eu precisei para fazer o meu caminho. Tenho o país que me dá a oportunidade para lutar por uma vida melhor.Tenho um país que foi melhor para mim do que para os meus avós. Tenho um país que não me sustenta, mas que me ampara quando preciso. Tenho um país que me dá liberdade para sair, mesmo tendo investido milhares de euros na minha formação. Tenho o país que se ergue de cada vez que cai. Tenho o país de gente que arregaça as mangas e faz o que tem de ser feito, quando tem de ser feito. Tenho o país que me dá liberdade para dizer o que quero, mesmo que seja a maior barbaridade.Tenho o país de gente indecisa mas que sabe bem o que não quer, e nunca quis o comunismo, mesmo cantado. Tenho o país que vive em democracia, mesmo que esta não passe de uma tirania de maiorias. Tenho o país das gentes pacatas, que acreditam no fado. Tenho o país de muita gente boa e alguma gente má. Tenho o país que permanece na memória de quem parte. Tenho o país ao qual sempre regressarei. Tenho o país onde me é permitido ser feliz e alimentar a esperança de que o meu trabalho vai dar frutos.Tenho o país que, com as minhas acções de todos os dias, construo para mim. Porque Portugal não é de quem o governa, é de todos os portugueses, e Portugal não é o que dizemos sobre ele, mas o que fazemos por ele e, se não estás feliz com o teu Portugal, é porque não estás a fazer algo bem. 

Ao Fernando Tordo e a todos os que tiveram de sair do seu país para procurar uma vida melhor, a maior das sortes. Portugal torce por vós!