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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

echoes in the night...


Night is purer than day; it is better for thinking and loving and dreaming. At night everything is more intense, more true. The echo of words that have been spoken during the day takes on a new and deeper meaning.

in, Dawn, Elie Wiesel 

sábado, 23 de novembro de 2013

reminiscências...




O amor só convém aos que são capazes de suportar essa sobrecarga psíquica. É como tentar atravessar um caudal de mijo com um caixote cheio de lixo às costas.

in mulheres, Charles Bukowski

domingo, 6 de outubro de 2013

a desvanecer...


..."sentia-me derreter nas sombras como se fosse o negativo de alguém que nunca conhecera em toda a minha vida."


Sylvia Plath, A Campânula de Vidro


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

das palavras que podiam ser minhas...





Deve haver certamente algumas coisas que um banho quente não seja capaz de curar, mas eu não conheço muitas. Sempre que estou triste ao ponto de sentir a vida a fugir por entre os dedos, ou de tal modo nervosa que sou incapaz de adormecer, ou apaixonada por alguém que vou estar sem ver durante uma semana, digo para mim mesma: «Vou tomar um banho quente».
No banho, medito. A água tem de estar muito quente ao ponto de ser quase impossível pôr o pé lá dentro. A fase seguinte é a de nos enfiarmos dentro dela muito lentamente até ficarmos apenas com a cabeça de fora.
Recordo-me dos tectos de todas as casas em cujas banheiras me deitei. Recordo-me das suas texturas, das suas falhas, das cores, das manchas e das instalações luminosas. Recordo-me também das banheiras: antigas, grandes, com pés de grifo,das mais modernas em forma de caixão e das mais requintadas em mármore, semelhantes a lagos interiores. 
Não me sinto como se fosse eu que estivesse ali quando tomo um banho quente. 
Não acredito no baptismo nas águas do Jordão ou em coisas semelhantes, no entanto, acho que o banho quente deve estar para mim como a água benta para os religiosos.

Sylvia Plath, A Campânula de Vidro

terça-feira, 3 de setembro de 2013

um homem pode ser destruído, mas não derrotado...*



Margaux Hemingway by Helmut Newton for Vogue Paris, March 1975 




* Ernest Hemingway, O Velho e o Mar. 


Hemingway está no meu Olimpo de grandes escritores. Gosto do despretensiosismo com que escreve, da simplicidade, do realismo, da forma como prefere mostrar em vez de contar, muito típico nos escritores com raízes jornalísticas. Mas, gosto sobretudo da sofridão que as suas palavras têm impressas. Os relatos de Hemingway são temperados pela dor, e isso passa para o leitor. Uma análise transversal à biografia de Hemingway e teremos a sensação de que ele soube como gozar a vida. As festas, o convívio com outros intelectuais com quem privava e que marcaram a história das artes do século XX, conhecidos à época como a "geração perdida", as mulheres, as viagens, a aproximação do poder, o sucesso e o dinheiro, após a edição de "Por Quem os Sinos Dobram". Mas, tal como qualquer ser humano, e acima de tudo tal como qualquer bom artista, Hemingway vivia também atormentado. No seu livro A Moveable Feast, que tem muito de autobiográfico, Hemingway relata um período conturbado da sua vida passado em Paris, a falta de dinheiro, os trabalhos mal pagos, a fome, a insatisfação. Em determinadas passagens do livro é possível sentir a angústia do autor. Aquela angústia que sufoca, que desespera. Toda a obra de Hemingway é uma tentativa de exorcizar os seus fantasmas, assim como a pesada herança genética que pendia sobre ele. A forma como encarava a vida, sempre no limite (sobreviveu a duas quedas de avião) foi a forma por ele encontrada para conviver com o seu karma, para se sentir vivo. Em apenas três gerações, a família de Hemingway regista cinco suicídios - o pai, ele próprio, dois irmãos e mais tarde a sua neta (na foto). Todos escolheram o dia para acabar com a sua dor, todos foram deuses de si próprios.
É recorrente assimilar o suicídio de Hemingway, e dos seus familiares, a um quadro clínico bipolar, maniaco-depressivo e ao alcoolismo. As razões apenas ele as saberá mas, não choca que um homem que tenha vivido sempre no fio da navalha, um escritor que podia ser o herói das suas próprias narrativas, tenha escolhido sair do jogo no momento em que já não estava em condições para o jogar. Um suicida nem sempre é um doente. 

O suicídio nunca me chocou, sempre achei que cada um deve poder acabar o seu jogo quando bem entender, essa é a mais básica manifestação da liberdade. Para quem fica, é muito difícil de gerir, sabe a abandono, a desamor, a cobardia. Não é fácil aceitar, compreender. Fica a culpa de não ter feito mais, o desespero de nada poder fazer, a dúvida, os malditos "ses". A dor por constatar que há batalhas que valem mais que o amor...




segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Self preservation...




nunca te direi que te amo, mesmo que te ame...


Travessuras da menina má, Mario Vargas Llosa

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

crossing that farthest line...


Fritz Henle, Beach with sitting nude and tracks, 1953


There is a sea,
A far and distant sea
Beyond the farthest line,
Where all my ships that went astray,
Where all my dreams of yesterday
Are mine.

In, Praia, Sophia de Mello Breyner Andresen

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

do silêncio ensurdecedor...


Colin O’Brien, Lightning Over St.Paul’s, 1972

Para além da dureza e das traições dos homens, para além da agonia da carne, começa a prova do último suplício: o silêncio de Deus.

E os céus parecem desertos e vazios sobre as cidades escuras.


in O Homem, Sophia de Mello Breyner Andresen

terça-feira, 30 de julho de 2013

heaven did not seem to be my home... *




Hoje é o aniversário de uma das minhas escritoras preferidas. Apesar de ter publicado um só romance e de o seu livro de poemas ter vendido dois míseros exemplares, a história provou que Emily Brontë tinha alma de escritora e o seu talento estava apenas deslocado no tempo, caso corriqueiro entre os génios.
A sua vida foi essencialmente marcada pela dor. A perda prematura da mãe, o internato num colégio onde duas das suas irmãs pereceram devido às condições sub-humanas a que estavam sujeitas. O alcoolismo do irmão, a sua extrema timidez que a impedia de criar laços sociais. Emily sempre viveu para dentro. O seu mundo, invisível aos olhos de quem a rodeava, era só seu. Era lá que ela criava a sua realidade. Dele apenas temos os seus poemas e uma narrativa dark que nos deixa ainda mais questões sobre quem era Emily. A solidão a que estava condenada não a impediu de criar um romance com personagens bastante complexas. Um anti herói cheio de rancor e sede de vingança, guiado por um ódio nascido no amor, Catherine, uma mulher apaixonada, livre, que não tem medo de assumir o seu amor, mesmo depois de casada, numa sociedade onde as mulheres viviam espartilhadas pelos bons costumes. Emily retratou uma história que não seria aceite pelos seus contemporâneos, mas era a história que Emily vivia dentro de si. Uma história que retrata o amor e o ódio como face da mesma moeda, onde compreendemos como é fácil odiar quem mais amamos. A forma como Emily descreve as relações humanas, a paixão e o ódio é dissonante da sua maneira de ser. Condenada à reclusão, por força da sua timidez, (que a impediu até de ser professora) não se conhece em Emily qualquer experiência amorosa, no entanto pelas suas palavras sabemos que ela percebia mais de amor que muitos que o viveram. Talvez, tenha também experimentado o nobre sentimento lá no seu mundo, onde só ela entrava.

he's more myself than I am. Whatever our souls are made of, his and mine are the same...*


* Catherine Earnshaw , in Wuthering Heights


(Incompreendido para os cânones da época, o Wuthering Heights (O Monte dos Vendavais), publicado no ano anterior à sua morte sob o pseudónimo masculino Ellis Bell, entrou para a história como um dos maiores clássicos da literatura inglesa. Tem várias versões em cinema e televisão e inspirou ainda a música Wuthering Heights da Kate Bush, o maior sucesso da cantora. A autora da saga Twilight admitiu também ser este romance a fonte de inspiração para os seus livros.
É engraçado pensar que, há dois séculos atrás, a existência de Emily, uma jovem tímida e pouco sociável, descrita como irrelevante, tenha, muitos anos depois, influenciado a vida e obra de tantos. 
Porque a nossa existência não se esgota na nossa vida. )


quarta-feira, 24 de julho de 2013

não me hei-de resignar... não me hei-de resignar... não me hei-de resignar...


...Deviam ser resignados ou revoltados. Espero que fossem revoltados: é menos triste. Um homem revoltado, mesmo ingloriamente, nunca está completamente vencido. Mas a resignação passiva, a resignação por ensurdecimento progressivo do ser, é o falhar completo e sem remédio. Mas os revoltados, mesmo aqueles a quem tudo - a luz do candeeiro e a luz da Primavera - dói como uma faca, aqueles que se cortam no ar e nos seus próprios gestos, são a honra da condição humana. Eles são aqueles que não aceitam a imperfeição. E por isso a sua alma é como um grande deserto sem sombra e sem frescura onde o fogo arde sem se consumir.

in Praia, Sophia de Mello Breyner Andresen

domingo, 21 de julho de 2013

nega-me...

Marilyn Monroe by Eve Arnold



... para conquistar todo o sucesso e todos os gloriosos bens que possui, Mónica teve que renunciar a três coisas: à poesia, ao amor e à santidade.
A poesia é oferecida a cada pessoa só uma vez e o efeito da negação é irreversível. O amor é oferecido raramente e aquele que o nega algumas vezes depois não o encontra mais. Mas a santidade é oferecida a cada pessoa de novo cada dia, e por isso aqueles que renunciam à santidade são obrigados a repetir a negação todos os dias.

in Retrato de Mónica, Sophia de Mello Breyner Andresen 

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Remember tonight... for it is the beginning of always *



Mas a perpetuidade não faz que o bom se torne melhor, nem faz o branco ficar mais branco. Mesmo que ao meio-dia a rosa perca a beleza que teve de madrugada, a sua beleza naquele momento foi real. Nada no Mundo é permanente, e somos tolos em desejar que uma coisa perdure, mas mais tolos ainda seríamos senão a apreciássemos enquanto a temos. Se a mutabilidade é da essência da existência, nada mais natural do que fazer dela a premissa da nossa filosofia. Não podemos cortar duas vezes as mesmas águas de um rio, mas o rio corre continuamente e as outras águas que cortamos são também frescas e agradáveis.

in, O Fio da Navalha, W. Somerset Maugham.

*Dante Alighieri

terça-feira, 2 de julho de 2013

Lede e abri os olhos...


"Dos 230 deputados à Assembleia da República, 117 estão em regime de part-time, acumulando as funções parlamentares com outras atividades profissionais no setor privado. Advogados, juristas, médicos, engenheiros, consultores, empresários, etc. Em diversos casos, prestando serviços remunerados a empresas que operam em setores de atividade fiscalizados por comissões parlamentares que os mesmos deputados integram. Ao que se acrescem as ligações a empresas (cargos de administração, participações acionistas, serviços de consultoria, etc.) que beneficiam de iniciativas legislativas, subsídios públicos ou contratos adjudicados por entidades públicas visando a execução de obras, o fornecimento de produtos ou a prestação de serviços. Conflitos de interesses? Dezenas de exemplos concretos são apresentados nas páginas deste livro.
Dos corredores do poder político para as salas de reunião dos conselhos de administração, e demais órgãos sociais, das maiores empresas portuguesas, com ou sem período de nojo. Um fluxo recorrente entre cargos públicos e privados. Das 20 empresas cotadas no índice PSI 20, por exemplo, 16 contam com ex-políticos em cargos de administração. Por vezes são ex-governantes que decidiram sobre matérias que implicam as empresas para as quais vão depois trabalhar, ou até administrar. Sabia que as subvenções vitalícias dos políticos foram criadas numa altura em que Portugal estava sob assistência financeira do FMI? Que foram alvo de um veto presidencial? Que duplicam de valor quando o beneficiário alcança os 60 anos de idade? Que apesar de terem sido revogadas há 8 anos, o número de beneficiários continua a aumentar? Que a identidade dos beneficiários passou a ser secreta? Ou que há políticos que a requereram com idade inferior a 50 anos? Pedro Passos Coelho prometeu que iria fazer nomeações com base no mérito e não nas ligações partidárias. Apesar da maior transparência, as 142 nomeações com ligações partidárias para altos cargos dirigentes na Administração Pública, identificadas neste livro, demonstram que os boys continuam a ser favorecidos.
O jornalista Gustavo Sampaio traz-nos um livro revelador, onde depois de uma exaustiva e rigorosa pesquisa, apresenta-nos as zonas cinzentas entre o interesse público e privado, e faz as ligações que nos permitem perceber como políticas e ex-políticos gerem interesses, movem influências e beneficiam de direitos adquiridos."

Nas livrarias a de 5 de Julho.

(Ainda não li, mas já recomendo, não fosse o autor meu amigo...)

sexta-feira, 14 de junho de 2013

O medo...



É difícil e quase absurdo explicar a pessoas emocionalmente aleijadas que o fundamental é exprimirem-se. Não aquilo que exprimem ou o modo como o exprimem, mas o simples facto de se exprimirem a si próprias. Dá vontade de exortar as pessoas a tentarem seja o que for, desde que isso contribua para a sua autolibertação. Muitas vezes nos disseram que não há nada que seja, em si, errado ou mau. É o medo de fazer coisas erradas, o medo de cometer este ou aquele acto errado, que é errado. «O medo é deixar de semear por causa dos pássaros.»
Parecemos estar hoje animados quase exclusivamente pelo medo. Receamos até aquilo que é bom, aquilo que é saudável, aquilo que é alegre. E o que é o herói? Antes de mais, alguém que venceu os seus medos. É possível ser-se herói em qualquer campo; nunca deixamos de reconhecer um herói quando este aparece. A sua virtude singular é o facto de ele ser um só com a vida, um só consigo próprio. A vida continua sempre a avançar, quer nos portemos como cobardes, quer nos portemos como heróis. A vida não impõe outra disciplina - se ao menos o soubéssemos compreender! - para além de a aceitarmos tal como é. Tudo aquilo a que fechamos os olhos, tudo aquilo de que fugimos, tudo aquilo que negamos, denegrimos ou desprezamos, acaba por contribuir para nos derrotar. O que nos parece sórdido, doloroso, mau, poderá tornar-se numa fonte de beleza, alegria e força, se o enfrentarmos com largueza de espírito. Todos os momentos são de ouro para os que têm a capacidade de os ver como tais. A vida é agora, são todos os momentos, mesmo que o mundo esteja cheio de morte. A morte só triunfa ao serviço da vida. 
 
Henry Miller, in O Mundo do Sexo

A tristeza....






Estar apaixonado. Estar completamente só...
É assim que começa... a tristeza mais doce e amarga que nos é dado a conhecer. A fome, o isolamento que precedem a iniciação.
(...)
Com um corpo composto por milhões de células, a tristeza cresce, cresce, cresce, alimenta-se de si própria, renova o milhão de seres que a constituem, transforma-se no próprio mundo e em tudo aquilo que existe ou no enigma que lhe responde. Tudo se desvanece, excepto a tortura. As cosias são como são. Eis o perpétuo tormento... E pensar que bastaria matarmo-nos para resolvermos o enigma! Mas será realmente uma solução? Não será ligeiramente ridículo? O suicídio moral é muito mais fácil. Adaptar-se à vida, como é costume dizer-se. E não às coisas como deveriam ser.
 
Henry Miller, in O Mundo do Sexo

quarta-feira, 12 de junho de 2013

It's a beautiful reciprocal arrangement...




“Among other things, you'll find that you're not the first person who was ever confused and frightened and even sickened by human behavior. You're by no means alone on that score, you'll be excited and stimulated to know. Many, many men have been just as troubled morally and spiritually as you are right now. Happily, some of them kept records of their troubles. You'll learn from them—if you want to. Just as someday, if you have something to offer, someone will learn something from you. It's a beautiful reciprocal arrangement. And it isn't education. It's history. It's poetry.”  

     J.D. Salinger, The Catcher in the Rye

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Some call it conscience, some a hangover...




“Eu caminhava e sentia-me cada vez pior. Talvez estivesse assim por ter lá ficado e não tivesse ido para minha casa. Era como prolongar a agonia. Que espécie de merda era eu? Podia, sem dúvida, fazer jogos falsos e sórdidos. Eu estava a tentar ganhar alguma coisa? Podia continuar a dizer-me que aquilo era apenas uma questão de procura, um simples estudo do universo feminino? Eu deixava apenas que as coisas acontecessem, sem pensar nelas. Só me interessava o meu pequeno prazer egoísta e barato. Parecia um menino de liceu mimado. Era pior do que uma puta; uma puta leva o nosso dinheiro e nada mais. Eu mexia com vidas e almas como se fossem brinquedos meus. Como é que podia considerar-me um homem? Como é que podia escrever poemas? Eu era feito de quê? Eu era um Marquês de Sade de segunda sem a sua inteligência. Um assassino era mais recto e honesto que eu. Ou mesmo um violador. Eu não queria que brincassem com a minha alma, que a gozassem, que a ridicularizassem; ao menos disto tinha a certeza. Eu não valia um tostão furado. Pude sentir isso enquanto percorria o tapete de um a outro lado. Nem um centavo. Mas o pior é que eu fazia passar-me por aquilo que não era – um bom homem. Eu entrava na vida das pessoas porque elas confiavam em mim. Fazia o meu trabalho de maneira mais fácil. Andava a escrever The Love Tale of the Hyena.

Fiquei de pé no meio da sala, surpreendido com os meus pensamentos. Dei por mim sentado à beira da cama, a chorar. Sentia as lágrimas correrem pelos meus dedos. O meu cérebro andava às voltas, mas não me sentia a enlouquecer. Não percebia o que estava a passar-se comigo.”

 

In, Mulheres, Charles Bukowski

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Voa, o mais alto que puderes, enquanto tens asas...

 
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"O seu talento era tão natural como os desenhos criados pelo pólen nas asas de uma borboleta. A princípio, ele tinha tão pouca consciência desse facto como a própria borboleta. Também não possuía noção alguma de quando esse mesmo talento se encontrava em forma ou inferiorizado. Mais tarde, começou a ter consciência das suas asas feridas e da estrutura das mesmas. Aprendeu então a pensar, mas já não conseguia voar porque o amor do voo se fora e, então só se lembrava do tempo em que essa capacidade de voar de nada lhe servira."
in, Paris é uma Festa, E. Hemingway