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sexta-feira, 16 de maio de 2014

protuberâncias, virinhas e otras cositas más...

tennis guy
O tenista

the boyfriend
O namorado

frenchman
O francês

O halterofilista

O boy da piscina


O vizinho

Este é um ensaio fotográfico, sob o título "Groin Gazing" feito pela fotógrafa canadiana Claire Milbrath para a revista Vice. E são estas mesmas fotos que têm suscitado uma acesa discussão sobre a sua essência pornográfica e a transformação do homem em objecto sexual. E é aqui que eu abano a cabeça e penso, não, o mundo não pode ser tão sem senso! Imaginemos uma edição da Playboy com as mulheres todas vestidas, sem qualquer nu explicito e pensemos na consequente reacção masculina. Pensemos em todos os séculos em que a representação de mulheres nuas animou homens tristes e sozinhos, no escuro das suas cavernas. Não pode ser mau se faz tão bem... Eu até aceito que a pornografia para mulheres não necessite ser tão explícita, a mulher é muito menos visual e muito mais emocional que o homem, além que de tem muita mais imaginação... Aceito que não gostem das fotos, embora ache que são de muito bom gosto. Mas, argumentarem que estamos a transformar o homem em objecto, óh valha-me nossa senhora!! Tenham dó...


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Tesouro nacional

Acho este Senhor um verdadeiro tesouro nacional. Filipe Duarte, para mim além de um excelente e inteligente actor, tem um charme, e uma voz e... tudo para mim tem tudo!!!
Por ele até ando seriamente a pensar em ver a nova novela da TVI!!!






terça-feira, 3 de setembro de 2013

um homem pode ser destruído, mas não derrotado...*



Margaux Hemingway by Helmut Newton for Vogue Paris, March 1975 




* Ernest Hemingway, O Velho e o Mar. 


Hemingway está no meu Olimpo de grandes escritores. Gosto do despretensiosismo com que escreve, da simplicidade, do realismo, da forma como prefere mostrar em vez de contar, muito típico nos escritores com raízes jornalísticas. Mas, gosto sobretudo da sofridão que as suas palavras têm impressas. Os relatos de Hemingway são temperados pela dor, e isso passa para o leitor. Uma análise transversal à biografia de Hemingway e teremos a sensação de que ele soube como gozar a vida. As festas, o convívio com outros intelectuais com quem privava e que marcaram a história das artes do século XX, conhecidos à época como a "geração perdida", as mulheres, as viagens, a aproximação do poder, o sucesso e o dinheiro, após a edição de "Por Quem os Sinos Dobram". Mas, tal como qualquer ser humano, e acima de tudo tal como qualquer bom artista, Hemingway vivia também atormentado. No seu livro A Moveable Feast, que tem muito de autobiográfico, Hemingway relata um período conturbado da sua vida passado em Paris, a falta de dinheiro, os trabalhos mal pagos, a fome, a insatisfação. Em determinadas passagens do livro é possível sentir a angústia do autor. Aquela angústia que sufoca, que desespera. Toda a obra de Hemingway é uma tentativa de exorcizar os seus fantasmas, assim como a pesada herança genética que pendia sobre ele. A forma como encarava a vida, sempre no limite (sobreviveu a duas quedas de avião) foi a forma por ele encontrada para conviver com o seu karma, para se sentir vivo. Em apenas três gerações, a família de Hemingway regista cinco suicídios - o pai, ele próprio, dois irmãos e mais tarde a sua neta (na foto). Todos escolheram o dia para acabar com a sua dor, todos foram deuses de si próprios.
É recorrente assimilar o suicídio de Hemingway, e dos seus familiares, a um quadro clínico bipolar, maniaco-depressivo e ao alcoolismo. As razões apenas ele as saberá mas, não choca que um homem que tenha vivido sempre no fio da navalha, um escritor que podia ser o herói das suas próprias narrativas, tenha escolhido sair do jogo no momento em que já não estava em condições para o jogar. Um suicida nem sempre é um doente. 

O suicídio nunca me chocou, sempre achei que cada um deve poder acabar o seu jogo quando bem entender, essa é a mais básica manifestação da liberdade. Para quem fica, é muito difícil de gerir, sabe a abandono, a desamor, a cobardia. Não é fácil aceitar, compreender. Fica a culpa de não ter feito mais, o desespero de nada poder fazer, a dúvida, os malditos "ses". A dor por constatar que há batalhas que valem mais que o amor...