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terça-feira, 11 de março de 2014

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

25 de Fevereiro de 1920


Untitled

A tua ausência custa-me todos os dias. Custa-me olhar para o teu espaço, vazio, intocável, impossível de preencher. Faltas-me todos os dias, mas faltas-me ainda mais hoje, no teu dia, o dia em que te celebramos. Hoje agudiza-se em mim a contrariedade de sentidos. Sorrio porque te tive, choro porque já não te tenho. Sei que não te perdi, sei que onde estás, estás a olhar por mim, sinto-te a cada momento da minha existência, vejo a tua luz quando só a escuridão me rodeia. Tenho-te em mim mas, já não te tenho aqui. E fazes-me tanta falta... 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

O nosso sol foi-se...

Hoje o dia está ainda mais escuro em Portugal!
Para as Monissimas em particular e para mim especialmente essa escuridão é ainda mais forte, hoje o nosso sol foi brilhar para outro país, a nossa mainova, a nossa caçula, a nossa dose de luz e de loucura decidiu ir espalhar todo o seu brilho para outro país. Como disse ontem a Isa no nosso jantar de "até já Mona", a isto chama-se "sair da cepa torta"!
Sei bem que este passo não foi fácil de dar mas sei também que a nossa Mona vai-se aguentar á bronca e deixar todos os avecs rendidos á sua loucura, alegria e espontaneidade, a França nunca mais vai ser a mesma após a passagem da nossa Mona por lá!
Querida Mona, vais-me fazer muita falta, há já 3 anos que vivias longe de casa, mas haviam os telefonemas diários e o saber que de 15 em 15 dias estávamos juntas reconfortava-me, agora estamos á distancia de um facetime, ou das nossas loucas e longas conversas pelo chat do facebook, (por falar nisso tu trata rápido de teres net em casa!!!), mas mesmo longe estamos juntas e eu vou continuar a ser a tua mana mais velha e a ouvir-te e dar-te uns valentes sermões ou mesmo um par de estalos quando precisares!
Hoje o dia para mim está a ser difícil, escuro, triste mas ao mesmo tempo estou a rebentar de orgulho da minha Moninha!!
Além do que a partir de hoje o Monissimas tem uma correspondente no estrangeiro!!


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

O melhor de acordar com gripe...


...é passar o dia no sofá, enroscada com o meu afilhado, também ele doente, numa constante troca de mimos/batalha de cócegas e ouvir um: " madinha, tu és das pimeiras pessoas que eu mais amo".
Estou com a alma quentinha, quentinha e juro que não é da febre...






quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

hereditariedades...



Já aqui falei muitas vezes sobre a minha avó, é verdade, mas é também verdade que todas as linhas que possa escrever serão insuficientes para descrever o tanto que ela me deu. A minha avó foi a minha primeira mãe. Foi quem me criou, com quem vivi e partilhei cama os primeiros dez anos da minha existência. Sim, eu dormia com a minha avó, porque a casa era demasiado grande, o soalho rangia demais, e a minha imaginação corria (ainda corre) demasiado selvagem, porque era (ainda sou) demasiado friorenta mas, sobretudo, porque gostávamos demais uma da outra para nos abandonarmos cada uma em seu quarto a gozar uma solidão demasiado pesada. Todos os dias a minha avó via-se e desejava-se para me aturar, berrava, ameaçava bater-me. Eu era arisca, respondona, desobediente mas, todos os dias, invariavelmente, dormíamos agarradas, de pés entrelaçados.
Não saio muito à minha avó, nem no parecer nem no jeito de ser. Mas, a convivência molda-nos, nós somos o reflexo daqueles que connosco se cruzaram e, por isso a minha avó está em mim. Está na emotividade, na lágrima fácil, na sensibilidade que nos faz ficar ofendidas com facilidade.  Está no coração mesmo junto à boca (o que, provavelmente, me vai fazer perder uma aposta nos próximos dias), na incapacidade de ignorar quando nos fazem mal, está no incomodo que sinto quando não estou em paz, e na forma como isso se reflecte imediatamente no bem estar físico. Está nas cismas, nos silêncios, na enorme capacidade de perdoar mas, sobretudo, naquilo que muitos apelidam de orgulho, e que é na verdade amor próprio. 
Uma das memórias mais nítidas que tenho da minha avó, era a forma determinada com que afirmava não querer ser um peso, um estorvo para ninguém. A minha avó não pedia ajuda, por muito que precisasse, não incomodava, não cobrava. A minha avó não impunha a sua presença, nem reclamava dos outros o que era obrigação deles dar. Afinal, dizia ela "quem gosta de nós mantém-nos perto, dá-nos sem pedir, se não nos quer perto, então é porque não gosta de nós, e a esses, nada poderemos exigir"...

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

it's beginning to smell alot like christmas... (ah! não, afinal o cheiro não vem daí...)



Após uma rápida e desinteressada análise ao facebook, constato que sou a única pessoa no planeta que ainda não enfeitou a árvore de Natal. Shame on me!! Preguiça, desleixo, esquecimento, incúria, desinteresse, são todas desculpas válidas. Este mês está a passar demasiado rápido, com demasiadas coisas a acontecer ao mesmo tempo, sem me dar espaço para processar. Tenho-me perdido nos dias. Sim, é verdade que o Natal está à porta, mas não me cheira a Natal, não me sabe a Natal. O Natal é muito mais que uma data, o Natal é um estado de espírito, de alma, e esse ainda não me inundou...


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

a arte da guerra, ou como consegui a marmelada...



Eu já fui a mais nova da casa. A menina. Aquela a quem todos traziam uma prenda quando iam para fora, aquela a quem era feita quase todas as vontades (eu disse quase todas, não estejam para aí a pensar: "deves ter pouco mimo deves..."). Não sou mais. A nova geração já tomou o meu lugar. Agora perco para uma pré adolescente arisca e respondona de 10 anos e um piolho eléctrico de 4. Ou não...

Há dias pedi à minha mãe para fazer marmelada, respondeu-me logo que não estava para isso, que dá muito trabalho, que lhe doem os ombros, os ossos, os braços e mais não sei o quê! Ouguei! Não me adiantou de muito... Anteontem a minha sobrinha, a quem a minha mãe está sempre a dizer que está gordinha e que tem de ter cuidado, pediu-lhe para fazer marmelada. Adivinhem o que há hoje lá em casa à minha espera para o lanche??
Há guerras que estão perdidas à partida. Resta-nos a inteligência de fazer os aliados certos. Perdi território, mas ganhei dois soldados, que bem treinados, e/ou subornados/coagidos (um pouco como na imagem) conseguem fazer o trabalho por mim. E eu lá vou, levando a água ao meu moinho (ou a marmelada à boca)...

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Parabéns Querida MisS

Faz hoje alguns anos regressaste a nós, (embora eu seja "a Memória" não sei quantos são os anos pois é uma época que não gosto de lembrar). Foram tempos de apreensão e medo mas felizmente um anjo apareceu em tua vida e trouxe-te de volta, e ainda bem que assim foi porque eu gosto muito de te ter por cá, és a única que me dá alguma luta no meu já conhecido sarcasmo e humor negro e também nos nossos embates, se bem que agora com a sabedoria que a idade no traz nossos embates sejam bem menos, és a pequena mais brava que conheço mas ao mesmo tempo quando te toca a ti e aos teus tens o coração mole e fraquejas mas sempre defendes os teus!
Querida MisS a nossa vida não seria a mesma sem ti ( a minha sei que não), por isso feliz aniversário do teu regresso!! 
We love you my dear bitch!!!



Analisando bem, acho uma bela ironia do destino que o teu regresso se comemore no dia das bruxas....

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Olha bem à tua volta e aceita as lições que a vida te dá...




Os meus avós viveram de costas voltadas por mais de 40 anos. Partilhavam a mesma casa, a mesma mesa, mas não trocavam uma palavra. Para mim, que cheguei a este jogo muito depois do seu início, a minha avó era a má da fita, para todos os outros era o meu avô, o que fazia com que todos estivessem contra ele. Não havia Suiça nesta família, quem estivesse com o meu avô estava contra a minha avó. O meu avô era um homem controverso no seio da minha família. Todos os respeitavam por obrigação mas, poucos o admiravam ou acarinhavam. Com os meus avós moraram dois netos, até à idade adulta. Nenhum deles mostrava o orgulho que o meu avô merecia, pelo contrário era notória até alguma vergonha e desprezo do homem simples, profundamente católico e nada materialista. Do homem que preferia gastar o seu dinheiro a patrocinar missões humanitárias, a contribuir para obras de caridade, a pagar a formação a missionários ou a oferecer infraestruturas à freguesia, ao invés de se rodear do luxo a que nunca se acostumou.
Acontece que, depois de o meu avô ter falecido, a neta que toda a vida viveu com ele e o destratou, achou por bem dar o nome do avô ao seu filho. A pessoa em questão é uma má pessoa, fraca, feia por dentro e por fora mas, acredito que, na sua forma retorcida de ser e à sua maneira, gostasse do avô. Acredito até que, para ela, esta singela homenagem apague 30 anos de desprezo. Mas, a verdade, é que é tarde demais.

Em todas as relações, sejam elas entre familiares, amigos ou amantes, o que importa é cuidar em tempo útil. Tratar, dizer e mostrar que se gosta enquanto se tem. Não é a quantidade de flores que oferecemos no funeral que diz o quanto gostamos de uma pessoa, nem as palavras bonitas que lhe dedicamos depois de elas terem saído da nossa vida. O importante não é mostrar aos outros o quanto gostamos de quem gostamos, mas fazer com que as nossas pessoas se sintam gostadas, enquanto estão ao nosso lado. E é aqui que a maioria de nós falha.

Hoje, pára dois minutos, olha para o teu lado e diz um gosto de ti sentido, antes que seja tarde demais...


terça-feira, 20 de agosto de 2013

Os limites do amor...


Eu adoro os meus sobrinhos. Quando me perguntam o quanto gosto deles, gosto ao ponto de ser viciada neles, de ficar feliz apenas por os ver sorrir, de não haver nada que não faça por eles. Ou achava eu... Acontece que a minha sobrinha é fãzona dos One Direction (sim, esta juventude está perdida! eu aos 12 anos já devorava Led Zepplin) Acontece que tinha bilhetes para ir ver o concerto deles no passado mês de Maio. Acontece que esperou 7 meses por esse concerto e, acontece que, na véspera, o pai dela foi operado de urgência, gorando os seus planos. Ficou muito tristonha, mas encarou a situação como uma mulherzinha, que já é e, em vez de amuar e dramatizar a sua sorte, ajudou a mãe dela naqueles dias um pouco turbulentos. Foi premiada pelo seu bom comportamento e, como forma de recompensa, prometeram-lhe o concerto da Selena Gomez. O tio ofereceu-lhe os bilhetes, sobrou para mim a tarefa de a levar e a acompanhar ao concerto. Ok. Por ela, sou capaz de 2 horas de tortura entre adolescentes histéricas e uma má banda sonora. Ontem, numa animada conversa, e com o entusiasmo do aproximar da data, ela contou-me os seus planos: ir na véspera do concerto para Lisboa e acampar logo de manhã cedo à porta do Campo Pequeno! Olhei estarrecida para ela. Depois do choque passar. Respondi-lhe com a voz mais doce que consegui: 

- M. meu amor, luz dos meus olhos. Eu gosto de ti sobre todas as coisas, pede-me para matar ou morrer por ti e fá-lo-ei mas, nunca, jamais, em tempo algum da minha sanidade mental, eu esperarei mais do que 30 minutos à porta de uma sala de espectáculos, tampouco para um concerto de uma pita desenxabida! 

Olhou-me com uma faísca nos olhos! Senti a desilusão. Negociamos e acabamos por chegar a acordo com uma passagem pela loja de merchandising dos One Direction.
A desilusão ainda lhe paira no olhar mas, sei que um dia irá agradecer-me.


quinta-feira, 18 de julho de 2013

Algum dia seria...


E, eis que a uma semana de completar 4 anos, o meu afilhado ganha a sua primeira "medalha" para a vida. Não foi grave mas, teve direito a ambulância com o tinóni ligado. Daqui a uns anos, aquela carinha de puto reguila, olhar malandro, sorriso sacana e a pequena cicatriz na barbela há-de partir corações. Depois  pode sempre romancear, e dizer que foi a salvar uma donzela em apuros, em vez de dizer que foi o gordo da turma que o empurrou...



segunda-feira, 15 de julho de 2013

Podes voltar ao sítio onde foste feliz mas, não encontrarás lá a felicidade de outrora...


Mosteiro em dia de festa @ aldeia da minha avó

Este fim de semana quebrei com uma tradição que cumpro desde que nasci. Tinha precisamente um mês na primeira vez que fui à romaria na aldeia da minha avó, desde então todos os anos, religiosamente e, mesmo não sendo nada religiosa, assisti às festividades. Nos anos em que a minha avó ainda embelezava este mundo fazia-o por obrigação, afinal, ai! de quem faltasse à convocatória da matriarca. Festa da aldeia exigia casa cheia, mesa sempre posta para muitos, porta aberta aos romeiros que quisessem entrar e cumprimentar a família e, entre dois dedos de conversa, provar o vinho comer uma broa caseira, cozida de véspera, a acompanhar com os melhores bolinhos de bacalhau do mundo. Depois da partida da minha avó, passei a fazê-lo porque gostava, porque era uma oportunidade de ver pessoas que não vejo durante todo o ano, porque gostava de regressar à terra que me criou, onde as pessoas me tratam por a neta da Fininha, mas sobretudo fazia-o para estar perto dela, a minha avó. Ao longo destes 32 anos, recordo-me de ter faltado apenas duas vezes, uma porque estava muito ocupada a tentar não morrer no hospital, outra porque estava muito ocupada a divertir-me no Rio de Janeiro. Este ano decidi simplesmente não ir. Todos os anos a dor do regresso era tão ou mais forte que o prazer. A casa, que já não é a dela, de portadas fechadas, a varanda, onde poisava a melhor colcha de renda para saudar os santos da procissão, agora ocupada por caras estranhas, o banco de pedra, junto à floreira de rosas onde ela se sentava diariamente a tricotar meias para os netos, tristemente vazio. A terra que em tempos tinha impregnado em si o cheiro da minha avó ostenta agora um leve aroma. E eu não preciso de lá voltar para o sentir, já que tenho em mim todos os sentidos da minha avó.

(Ontem um querido amigo dizia-me que eu vivo muito no passado, que tenho de aprender a largar, a olhar e a aceitar o que está para a frente, a agarrar as oportunidades que a vida nos vai dando para o futuro. Não lhe contei esta história, porque não lhe quis dar razão (embora ele saiba que a tem...) mas sim, já comecei o meu processo desapego ao que já foi.) 


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Allô??! felicidade chamando...




(Madrinha ao telefone do outro lado do oceano, mais precisamente na cidade Maravilhosa:)

- Oi! minhá fia! Cê tá boa?? Eu tou muito preocupada com cê! Vejo as notícias na Têvê todo o dia e a coisa aí está preta minhá fia. Nossa!!!

- Madrinha, eu não estou propriamente na Siria... Não está fácil mas, as notícias também são exageradas...

- Poxa! É só notícia ruim! Cê largue isso aí! e vem prá cá! Vem pra junto da sua madrinha. A vida aqui está boa. Cê é lindona e super inteligente si safa facilzinho... 

- Ai é?! Vou pensar nisso com carinho, prometo. Qualquer dia ainda lhe apareço à porta de mala e cuia.

- Vem minhá fia, vem. Não precisa nem di trazer mala.

(...)

(Na despedida...)

- Minha fia, não esqueça qui quinta feira é dia di Santo Antônio! Cê sabe né...

- Sim Madrinha, eu sei mas, ainda não vai ser este ano que vou roubar o menino...

- Oh! Minhá fia. Tem qui decolar! Vem prá cá. Vem prá sua madrinha, vem...


(Quando desliguei, a ideia de calor e praia todo o ano, da chuva tropical a cair sobre a pele quente, da Barra, da Urca, da Prainha, de Ipanema ao Domingo de manhã, do calçadão, água de coco, posto 9, Lagoa... pareceu-me muito bem. Depois lembrei-me do rastro de fogo das balas que se via à noite pela janela, da incerteza ao atravessar o túnel, do taxista a aconselhar-nos a baixar porque íamos passar na faixa de Gaza, do cadáver em que tropecei na rua coberto apenas com uma folha de jornal, do assalto no semáforo ao carro à minha frente, da descida abrupta do autocarro porque dois guris se preparavam para o "limpar", hummm, num sei não... )


terça-feira, 11 de junho de 2013

Para a minha pequena mais brava!!!

Hoje neste dia de tempo merdoso de Junho tu fazes anos, e por isso é um dia de luz e calor!
Tu não te lembras mas no dia em que nasceste estava um calor de morrer, parecia até que estávamos num qualquer país tropical, acho que é por isso que tu lidas tão mal com o frio e a chuva e, reza a lenda que nesse dia de calor infernal em que nasceste os meus pais se inspiraram e exactamente 9 meses depois nascia a Mona, por isso começaste logo a influenciar de forma positiva todos os que te rodeavam.
És uma das minhas pessoas, daquelas poucas que me conhecem e entram no meu mundo, és família de sangue(duplamente) e de coração, desde sempre partilhamos aventuras, primeiro no quadrado bem fechado com nossas irmãs e mais tarde com o nosso círculo de Monissimas. És pequena, mas só em tamanho, porque de resto és grande, enorme, tão grande que nos fazes a nós sentirmos-nos pequenas, és a minha pequena brava, parecida comigo em muitas coisas, nossa teimosia é famosa e tivemos algumas teimas épicas em que como dizia a Mona "o melhor é se afastar e deixa-las sozinhas a teimar". A forma como defendes os teus, tão característica nas mulheres de nossa família, a tua generosidade, inteligência, teu humor, tudo isso e muito mais fazem de ti uma das minhas pessoas preferidas e por isso desejo que continues em minha vida por muito tempo, e que consigas tudo o que pretendes para ti.

Parabéns MisS!!!!  LUV U

P.S. Eu e a Mona estamos em falta contigo, por causa lá daquela falha na tua tirania, mas prometemos te compensar...

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Exemplos a seguir...ou não!!

Ontem o dia foi em grande, a nossa pequena M. foi á Primeira Comunhão. A pequena que parece ainda ontem nasceu num dia de dilúvio e que me fez a mim e á MisS nos encontrarmos numa central de camionagem a caminho do hospital e nos abraçarmos a gritar de felicidade tal era a euforia de termos tal figurinha na nossa vida. A pequena M. com sua pele morena que nos humilha a todas de pele alva, e com seus olhos negros e rasgados, tanto que quando nasceu tinha a alcunha de chinesinha, a pequena hoje já não é tão pequena assim (não é MisS?), e com seus tiques e jeitos de pré-adolescente nos olha e segue com adoração como exemplos, e que tem a Mona como seu ícone de estilo (o que traz certa preocupação á sua mãe). Então ontem num dos muitos momentos juntas na festa desenrolou-se o seguinte diálogo, que mais uma vez fez a mãe da pequena M. a nossa querida e eterna rainha do drama M. nos olhar com censura e se questionar se, de facto as Moníssimas serão bons modelos para a sua filha...

MisS: ( a provocar) agora fizeste a 1ª Comunhão tens de ir todos os Domingos á missa...
Pequena M: Tu já fizeste a tua e não vais á missa!!!!
Eu: mas sabes M, nós somos católicas em auto-gestão...
Pequena M: O que é isso Gija?
Eu: quer dizer que nós é que decidimos como vivemos a nossa religião, fazemos o que a nossa consciência diz e vamos á missa quando achamos que devemos e não quando o padre manda!!
Pequena M: ( a ver ali uma oportunidade de se escapar ás actividades religiosas, esboça um enorme sorriso)  Mãe, eu também quero ser isso que a Gija é!!!
M: (Depois de me revirar os olhos em tom de censura) Ok M., depois isso vê-se!!!!

E assim eu num minuto "estraguei" o trabalho da catequista e do padre tão empenhados em "criar" mais uma fiel ovelha para o rebanho...

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Parabéns JP!!!

Chegaste às nossas vidas faz hoje 5 anos, e logo ficamos mais ricas por contar com tua presença. Estás um homenzinho, tens o sorriso inconfundível e inesgotável da tua mãe, és o único homem que assiste às loucas reuniões das Monissimas ouve nossos devaneios e, continua a perguntar todas as vezes que vamos a sua casa se é naquele dia que vamos fazer de novo uma festa do pijama...
Há dois anos atrás um FDP de um vulcão islandês deixou-me presa em Madrid e impediu que fosse à tua festa, mas hoje nada nem ninguém me vai impedir de te dar um abraço bem apertado de parabéns, a ti e à tua fantástica mãe...
Parabéns JP, e obrigada Isa...

quarta-feira, 10 de abril de 2013

A pior madrinha do mundo...


Sempre quis ter um afilhado rapaz. Quando a minha irmã engravidou da primeira criatura, e estava ferozes negociações com o marido por causa dos padrinhos, eu cedi a minha posição contratual, na esperança que a segunda cria fosse do sexo masculino. Assim foi, à segunda veio o rapaz. Mas, achou por bem o destino, castigar-me com um gandulo que não tem descrição. Um ser que alegra e atormenta a minha vida há três anos.
Hoje fui com a  mãe dele às compras. Ao chegar chamei-o e dei-lhe uma prenda que lhe tinha comprado. Olhou-me com ar desconfiado. Quando abriu o embrulho soltou imediatamente um:
- Oh "madinha"! és a pior "madinha" do mundo!
- Então pá! a madrinha dá-te uma prenda e é assim que agradeces.
- Roupa não é "penda"! é só roupa, só roupa. O meu "quato" até parece uma loja! Podias dar-me uma mota ou um "kating" isso é que são "pendas"...
 
Eu mereço...
 
 
 
 

sexta-feira, 5 de abril de 2013

bagagem...



Estou a algumas horas de partir de férias (versão família) e ainda não preparei a mala. Apesar de gostar muito de ir, detesto a canseira que é fazer a mala, organizar tudo, pensar nos coordenados todos, antecipar vontades que não sei se terei... A mala está lá, repousada junto à cama há dois dias, aberta como a boca de hipopótamo à espera de ser alimentada. Lá dentro apenas a roupa de desporto, sim sou crente o suficiente para achar que vai estar bom tempo para fazer as minhas caminhadas junto à ria Formosa. 
Não vou conseguir safar-me da empresa muito antes da partida, pelo que já estou a antecipar o drama que vai ser quando a minha irmã chegar à minha casa para me apanhar e me vir de volta da mala, ainda. Ela, no seu jeito trágico habitual a azucrinar-me a cabeça por ser sempre a mesma coisa, "porque não vamos conseguir passar o Porto antes da hora de ponta, porque nunca mais chegamos a Lisboa à hora de jantar"... O meu afilhado a puxar-me o vestido e em modo papagaio a perguntar "inda não tás ponta madinha? inda não tás ponta madinha?" , a minha sobrinha a mexer em tudo e, com aquele ar de pré-adolescente  que venera Selena Gomez, a perguntar "a sério que vais levar isto?". E eu, prestes a dar em louca com toda aquela agitação à minha volta, a agarrar em tudo o que aparecer à frente e a enfiar dentro da mala, agora sem a preocupação dos coordenados, dos acessórios, do tempo que vai fazer... para depois chegar ao destino, constatar que me falta muitas coisas essenciais mas que, afinal até posso passar sem elas...


terça-feira, 2 de abril de 2013

Retratos de família...



A D. Camila era senhora da aldeia. Esposa do senhor Rodrigues, proprietário. O sr. Rodrigues passava os dias à procura de terra para aumentar o seu espólio, cabia-lhe a ela a tarefa de governar a casa e as propriedades. Acordava cedo, despertava a sua prole e, após o pequeno almoço de cevada e pão fresco, mandava os rapazes para a empresa, já às mulheres tocava-lhes ir para a quinta dar de comer aos jornaleiros e cuidar dos trabalhos. D. Camila supervisionava as tarefas, comandava os homens, dava as ordens, tomava as decisões, pagava a jorna com o dinheiro escondido sob o avental. O senhor Rodrigues tinha ar burguês, sempre impecável no seu fato riscado, chapéu inclinado e  automóvel  lustroso. D. Camila tinha ar de mulher de trabalho, o ar das minhotas, faces rosadas, mangas arregaçadas. O senhor Rodrigues sonhava, a D. Camila talhava-lhe os sonhos na medida certa. O sr. Rodrigues idealizava, a D. Camila dava-lhe sentido. O sr. Rodrigues era o capitalismo, a D. Camila a força do trabalho. Juntos eram um quadro de perfeita harmonia. Juntos eram um.
Aquando da Grande Guerra, e com o racionamento de alimentos imposto, D. Camila contrabandeava, debaixo da sua grande saia de roda e, sentada na primeira cadeira da camioneta de que era dona, alimentos para vender aos burgueses do Porto, que sabiam que ali, no escritório da rua Camões, iam encontrar o pão, as verduras e as frutas que escasseavam no mercado. No seu traje de dama  de aspecto impecável, a posar de mulher do senhor Rodrigues, escapava à revista das autoridades. Era assim a D. Camila, uma mulher de garra, uma matriarca que geria brilhantemente a casa e as quintas, uma dama quando assim se impunha, o retrato perfeito de uma minhota de raça pura...