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terça-feira, 13 de maio de 2014

a revolução francesa aplicada ao sexo...


Continuando a temática anterior, parece existir de facto uma área em que os franceses são melhores que os outros: o sexo. Não porque o façam melhor, não porque sejam melhores amantes, não porque sejam mais avantajados. Nada disso, são, isso sim, mais despachados. Aparentemente para os franceses não há cá rodeios, não há investimentos em jantares, saídas românticas, flores ou sequer sms's. Viste, gostaste, tens 30 minutos para lhe dizer que queres pinar com ele/a. Correu bem, então pode estar aí um potencial namorado/a. Depois do sexo, e no caso de este funcionar entre os dois, então sim vem a intimidade que, para os franciús não está na troca de fluídos mas na partilha de informação pessoal. (É aqui que imaginam um gajo, desnudo, com cara de satisfeitinho a perguntar: comment tu t'appelles?)
Curiosamente para os compatriotas de Napoleão que, aparentemente fodem a torto e a direito, a masturbação é um tabu. Algo de socialmente muito condenável, visto como o último reduto dos enjeitados. Aquela ideia do "se queres uma coisa bem feita, fá-la tu mesma" não funciona para aqueles lados, a sabedoria popular do país da fraternité deve ditar algo tipo "antes mal fodida que auto-fodida"... (E isto dá todo um novo sentido ao ar antipático dos franceses...)

Aqui está apenas a súmula de uma entrevista muito interessante cuja leitura aconselho. Vão, leiam e aprendam mais sobre a liberté e a egalité francesas, pode ser que a próxima visita ao país das baguettes seja mais lucrativa...

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Mas em vão, porque o porco é bom só para assar... (como diz o outro, 'Tudo foi em vão')

O Leão e o Porco

O rei dos animais, o rugidor leão,
Com o porco engraçou, não sei por que razão.
Quis empregá-lo bem para tirar-lhe a sorna
(A quem torpe nasceu nenhum enfeite adorna):
Deu-lhe alta dignidade, e rendas competentes,
Poder de despachar os brutos pretendentes,
De reprimir os maus, fazer aos bons justiça,
E assim cuidou vencer-lhe a natural preguiça;
Mas em vão, porque o porco é bom só para assar,
E a sua ocupação dormir, comer, fossar.
Notando-lhe a ignorância, o desmazelo, a incúria,
Soltavam contra ele injúria sobre injúria
Os outros animais, dizendo-lhe com ira:
«Ora o que o berço dá, somente a cova o tira!»
E ele, apenas grunhindo a vilipêndios tais,
Ficava muito enxuto. Atenção nisto, ó pais!
Dos filhos para o génio olhai com madureza;
Não há poder algum que mude a natureza:
Um porco há-de ser porco, inda que o rei dos bichos
O faça cortesão pelos seus vãos caprichos.

Bocage, in 'Fábulas'