terça-feira, 11 de março de 2014

domingo, 9 de março de 2014

sonho sonhado...



Regresso devagar ao teu 
sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que 
não é nada comigo. Distraído percorro 
o caminho familiar da saudade, 
pequeninas coisas me prendem, 
uma tarde num café, um livro. Devagar 
te amo e às vezes depressa, 
meu amor, e às vezes faço coisas que não devo, 
regresso devagar a tua casa, 
compro um livro, entro no 
amor como em casa. 


Manuel António Pina

sábado, 8 de março de 2014

Porque somos mulheres todos os dias do ano, todas as horas do dia...



O dia Internacional da Mulher não é o dia em que a mulher deixa o marido e filhos em casa e sai para jantar e se divertir com as amigas. Não é a celebração decrépita, insultuosa e degradante que vemos nos dias de hoje. O dia Internacional da Mulher é uma das maiores conquistas da humanidade do século XX. É o reconhecer os direitos trabalhistas das mulheres. O dia da mulher não é político, não é comunista nem capitalista. O dia da mulher não é uma data comercial nem propagandista. O dia da mulher é sim, um marco histórico para todas as mulheres que hoje desfrutam das conquistas auguradas pelas bravas guerreiras que em 1917, chamadas a integrar a força de trabalho das indústrias, ousaram reivindicar melhores condições laborais. As mesmas que derrubaram regimes absolutistas e que exigiram o respeito pela sua humanidade, a humanidade que não tem sexo, raça, credo ou idade.
A todas elas que desbravaram o caminho, àquelas que continuaram no seu trilho e às que ainda hoje fazem dessa bandeira a sua luta, o meu obrigada, este dia é o vosso tributo.




sexta-feira, 7 de março de 2014

Presos pela farda


(Em 74 foram militares em breve seremos nós???!!!)

Não é que eu ache que os polícias não têm direito a ter um sindicato.
Não é que eu ache que os polícias não têm direito a manifestar-se.
Não é que eu ache que os polícias não têm direito a reivindicar melhores condições.
Não é que eu ache que 800 euros é manifestamente pouco para quem arrisca a vida em prol do outros.

O que eu acho é que os polícias não podem desrespeitar a lei. A tentativa de ontem de invadir as escadas da Assembleia da República é escabrosa para a classe. Os insultos proferidos aos colegas que estavam ao serviço são vergonhosos. Como ontem dizia um amigo meu, membro de uma claque, "eu já levei nos cornos por muito menos". O que nós vimos não foi o descontentamento de uma classe, não foi o reivindicar melhores condições laborais, foi, isso sim, uma chantagem, uma ameaça, um marcar de posição: "nós somos a força deste país e não temos problema em a utilizar para conseguir o que pretendemos". Na reivindicação por melhores condições os polícias não são mais que os reformados, os professores ou os estivadores. Pelo contrário têm uma responsabilidade que estes não têm. Um polícia não deixa de ser uma autoridade quando despe a farda. Pesa sempre sobre ele a responsabilidade do exemplo. E, desrespeitar consciente e propositadamente a lei, tentando invadir a escadaria da casa da democracia, ignorando as ordens dos colegas, usando petardos (provavelmente os mesmos que apreenderam às claques...) não os favorece nas reivindicações que fazem. Tão pouco as ameaças sub-reptícias do uso da força e do poder que julgam ter. Os sacrifícios porque estão a passar são os mesmo que todos os portugueses enfrentam. Caros Srs. da autoridade o poder não está nas mãos de quem tem as armas. O poder está no povo e na sua vontade. A isso chamamos democracia.

(uma nota para a vergonhosa cobertura jornalística, que, em horário nobre, fez do acontecimento uma novela. Informar é diferente de incitar e ontem, a persistência em passar em directo todas as movimentações, quer dos manifestantes, quer das forças policiais foi um claro incitamento a um desenrolar mais violento. )

Como brilhar numa visita ao museu...

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quinta-feira, 6 de março de 2014

merci Moná...


Há uma coisa positiva nesta partida da Mona para França (sim, uma coisa, uma só, é a única que me ocorre...) é a possibilidade de termos acesso a produtos de beleza e cosmética a preços bem simpáticos. Não admira que as francesas (as legítimas) andem sempre todas muito bem aprumadas, é que não bastava serem remuneradas em euros franceses (bem melhor cotados que os portugueses) ainda têm acesso aos melhores produtos a preços bastante mais baratos. Se não houvesse no mundo injustiças suficientes... Vai daí e a nossa Mona transformou-se na nossa dealer da cosmética. Esta semana chegou a minha base e iluminador da Vichy e são fan-tás-ti-cos!! (tinhas razão na cor Mona) E o preço?? Comprei os dois pelo preço de um cá, o que os torna ainda melhores. 


domingo, 2 de março de 2014

Fucking vie...

Bom dia!

E é assim...


O que detesto na França...

Não há bidés !
Ter que tirar os sapatos ou pedirem para tirarmos os sapatos para não sujar os tapetes... ("Oh Coisa di pobre").
Casas de banho publicas sem sanita, isto é, com um buraco! E ainda casas de banho mistas.
Nas casas, há duas casas de banho, uma pro banho e outra apenas com a sanita (mas qual é o problema das sanitas?)
O facto de não tomarem banho (não, não é mito, é mesmo verdade)!
A sobremesa é queijo, 5 ou 6 variedades mas sempre queijo (prefiro como entrada)!
Ás sete horas, máximo oito, fecha tudo! E ao Domingo está tudo fechado! Até os shoppings.
As "putas" das 'Madames'!

A continuar...