segunda-feira, 8 de julho de 2013

Coisas da Mona... LIX

Cada viagem é sempre um regresso...



Coisas da Mona... LVIII

Forward is the way...



" In order to move on, you have first to understand why you felt what you did and why you no longer need to feel it. " - Mitch Albom

Parece que a birra já passou...



Parece que já resolveram a crise política. Parece que deram um brinquedo novo ao Portas e ele lá se calou. Parece que fizeram uma comunicação à nação. Parece que temos novos ministros. Parece que não vai haver eleições antecipadas e o Tozé ainda vai ter de esperar até meter a mão no pote... Parece, porque eu cá não sei de nada. Estive off no fim de semana e agora estou sem pachorra para ver as asneiras que os nossos  políticos andaram a fazer. Na verdade, quando penso nisso  faço meu o dedo do Portas. 


sábado, 6 de julho de 2013

a little loving word...



Ontem, depois de lhe escrever, tornei a ler a sua carta - e não fiquei pouco surpreendido ao verificar que ela não continha a single little loving word. Relia-a novamente. Sacudi o papel pensando que the little word teria teria ficado emaranhado nas linhas entrecruzadas; rebusquei sobre a mesa, que ele se não tivesse extraviado entre os papéis; procurei pelo tapete; olhei o tecto que, ao abrir o envelope, ele não tivesse voado e pousado no estuque; esquadrinhei os cantos do sofá; voltei para fora o bolso do peito, não o tivesse eu distraidamente guardado sobre o coração; - Alas! the poor little word was not to be found!

José Maria de Eça de Queirós para Emília de Castro Pamplona, Outubro 1885.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

me encanta...





... agitar o abanico em dias quentes como este.

O caminho para o Camiño





Este ano vou pôr pés ao caminho e cumprir mais um item da lista "Coisas a fazer antes de bater a caçoleta". E quando digo pés ao caminho, é no sentido literal. Lá para Setembro vou fazer-me ao Caminho de Santiago. Para já andamos em preparativos. E já tem sido uma aventura. Primeiro descobri que há quem se dedique a falsificar a credencial do peregrino. Sempre pensei que depois das falsificações do Borda d'Água já nada me surpreendia, mas falsificarem a credencial do peregrino, que basicamente é o que nos dá acesso aos albergues e que no final, com os carimbos todos preenchidos (tipo o passaporte da Expo.), prova que cumprimos o Caminho sem batota, é todo um outro nível!  
Numa de aproveitar os saldos, decidi comprar calçado apropriado, sim porque não acho que as minhas Reebok easytone, que uso, para enrijecer o rabo, nas caminhadas de final de dia , sejam as adequadas para esta maratona. Vai daí e não percebendo nada do assunto, decidi perguntar a um especialista, que tratou de me fazer um tratado sobre marcas e tecnologias, e pormenores a ter em conta que nem sequer imaginava que existissem. Eu, que tencionava dirigir-me a uma grande superfície da área do desporto e comprar umas sapatilhas que fossem giras (sim, não abdico, têm se ser giras) e com um preço agradável, seguindo apenas as indicações que as lojas põem junto ao preço: "indicado para grandes caminhadas", fiquei tão confusa que até temo o momento em que terei que efectivar a compra. Alertou-me ainda para o facto de ter de comprar meias sem costuras, roupa adaptável e de preferência com repelente (ora aí está algo que me fazia jeito no dia-a-dia!) e uma mochila compatível com o meu tamanho (o que significa que vou ter muito pouco espaço para bagagem). Para já, e dada a complexidade da coisa, as compras estão em suspenso. (A propósito, aceitam-se sugestões que visem o facilitar desta tarefa. Muito agradecida.)
Entretanto há ainda o plano de treinos. Durante a semana em circuito citadino, lá vamos fazendo umas caminhadas pelos parques da cidade. Ao fim de semana, a aventura passará pelos trilhos da região, em especial no Gerês, com direito a mergulhos nas lagoas gélidas e a uma ou outra massagem no Spa das Termas. Sim, eu sei, é suposto os treinos serem duros...mas vamos deixar a dureza para o caminho, afinal não queremos desistir antes de começar, right?

Depois, será só seguir as setas amarillas e esperar que o Caminho passe por mim e não seja apenas eu a passar por ele.


Ora aqui está uma verdade absoluta!!!


As maravilhas da conversão da moeda...

Aquando da minha viagem ao Brasil em conversa com uns gatos um deles soltou uma frase que me ficou no ouvido, o assunto era viagens e a questão das moedas estrangeiras então ele disse que em relação aos brasileiros quando viajam para fora do país dele "Quem converte não se diverte!"  Eu achei piada á frase até porque para nós isso não se aplicava, pois quando comprava algo e fazia a conversão de Reais para Euros, sempre esboçava um sorriso pois saía a ganhar!
Ora uma das coisas que comprei bastante no Brasil, foram as famosas Havaianas, que são o meu calçado preferido! Entre modelos para mim, encomendas e presentes vieram cerca de 15 pares, e eu de facto sorria sempre que comprava mais um par, não só porque haviam modelos lindos mas também porque sempre que fazia a conversão para Euro e pensava no que elas custam cá, dava mesmo para sorrir de felicidade!! Um dos modelos que trouxe, e que foi amor á primeira vista, foi o modelo em baixo, lá eram o modelo mais caro da colecção e custavam perto de 30 Reais, acho que o valor exacto era de 28.90, o que convertendo para Euros dá menos de 10€, mais ou menos 9.85€ ( é ou não é de ficar feliz?)
Agora vejo as minhas lindinhas aí pelas montras do meu Portugal e o preço delas é 25.90€, ou seja, eles praticamente marcam o mesmo valor só que em vez de Reais são Euros, só que fazendo as contas a realidade é outra... E eu vendo isto arrependo-me amargamente de somente ter trazido 15 pares, pois vejo aqui uma excelente oportunidade de negócio...
Aqui  está mais um item  para acrescentar á minha já longa lista de motivos para voltar rapidamente ao Rio de Janeiro!!!


quarta-feira, 3 de julho de 2013

Um país de Canalhas



(Tinha pensado fazer um post sobre a situação política que vivemos. Tinha pensado discorrer sobre a infantilidade e irresponsabilidade da nossa classe política. Tinha pensado falar no quanto já nos custou o amuo do Portas. Em como o jogo politico de interesses e orgulhos mergulhou o país no caos e reaproximou-nos da zona vermelha de onde tanto nos custou sair. Tinha pensado dar corpo à minha revolta por estarmos nas mãos de seres irresponsáveis, que em nada dignificam a ética e os valores humanos.  Tinha a convicção de discorrer sobre uma situação trágica que encerra em si a perfeita analogia do povo que a vive. Mas, seria apenas mais do mesmo e, querendo eu poupar-vos a um chorrilho de palavrões, já que é o que me ocorre para descrever os garotos que nos (des)governam (ou (des)governavam), deixo-vos com as palavras de Vergílio Ferreira, perfeitamente actuais, porque afinal, o problema deste país já tem 885 anos.)

"Pensar Portugal. Nós somos um país de «elites», de indivíduos isolados que de repente se põem a ser gente. Nós somos um país de «heróis» à Carlyle, de excepções, de singularidades, que têm tomado às costas o fardo da nossa história. Nós não temos sequer núcleos de grandes homens. Temos só, de longe em longe, um original que se levanta sobre a canalhada e toma à sua conta os destinos do país. A canalhada cobre-os de insultos e de escárnio, como é da sua condição de canalha. Mas depois de mortos, põe-os ao peito por jactância ou simplesmente ignora que tenham existido. Nós não somos um país de vocações comuns, de consciência comum. A que fomos tendo foi-nos dada por empréstimo dos grandes homens para a ocasião. Os nossos populistas é que dizem que não. Mas foi. A independência foi Afonso Henriques, mas sem patriotismo que ainda não existia. Aljubarrota foi Nuno Álvares. Os descobrimentos foi o Infante, mas porque o negócio era bom. O Iluminismo foi Verney e alguns outros, para ser deles todos só Pombal. O liberalismo foi Mouzinho e a França. A reacção foi Salazar. O comunismo é o Cunhal. Quanto à sarrabulhada é que é uma data deles. Entre os originais e a colectividade há o vazio. O segredo da nossa História está em que o povo não existe. Mas existindo os outros por ele, a História vai-se fazendo mais ou menos a horas. Mas quando ele existe pelos outros, é o caos e o sarrabulho. Não há por aí um original para servir?"
Vergílio Ferreira, in 'Conta-Corrente 2