sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

love yourself...




“It’s probably not just by chance that I’m alone. It would be very hard for a man to live with me, unless he’s terribly strong. And if he’s stronger than I, I’m the one who can’t live with him. … I’m neither smart nor stupid, but I don’t think I’m a run-of-the-mill person. I’ve been in business without being a businesswoman, I’ve loved without being a woman made only for love. The two men I’ve loved, I think, will remember me, on earth or in heaven, because men always remember a woman who caused them concern and uneasiness. I’ve done my best, in regard to people and to life, without precepts, but with a taste for justice.” 
 Coco Chanel

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Brasil, país de samba, sol e se... se... qual é mesmo a palavra?




Se pedirem a um homem para definir o Brasil em duas palavras, apostava a reforma do Tordo em como responderia futebol e sexo (não obrigatoriamente por esta ordem). São sobejamente conhecidas as virtudes do país irmão, a Globo vende, muito bem vendido, aquele sonho todos os dias. E é verdade que há muita coisa boa em terras de Vera Cruz, a bossa nova, a água de coco, o Rodrigo Santoro, o sol, a praia, as coxinhas de galinha, o Cauã Reymond, a banana ouro, os pasteis, o samba, o Reynaldo Gianecchini, a natureza, o chinelo no pé... enfim um sem números de atractivos. Claro que há também o reverso desta moeda, mas isso agora não interessa nada, "morreu na praia é afogado...".
Acontece que o país da cidade maravilhosa, o país que neste Carnaval vai distribuir 20 milhões de preservativos pelos foliões, aquele que é um dos maiores exportadores de profissionais do sexo, o país onde se compra uma pinadela como quem compra uma manga, se sentiu muito ofendido com estas t-shirts criadas pela Adidas para promover o mundial de Futebol. Alegam os brasucas que as camisolas têm um duplo sentido e conteúdo sexista sugerindo o Brasil como destino de turismo sexual  (nãaa, quem é que pensa tal heresia, todos sabemos que os turistas vão ao Brasil pelo feijão com arroz e não pela picanha...). A Adidas já tirou as t-shirts de circulação, o que é uma pena pois acho que estão muito bem pensadas, são giras  e facilitam o negócio aproximando a procura da oferta. 
É comum gostarmos do que não compreendemos, o meu gosto pelo Brasil vem daí, da minha dificuldade em compreender um país que não tem uma lógica, o país que desfila na Sapucaí apenas de tapa sexo do tamanho de  uma noz e proíbe o topless em Copacabana.


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

A vida é uma puta que nada percebe de justiça



Hoje acordei com uma moedeira na cabeça. Aquela dor que não é muito forte mas que chateia, que nos deixa mal dispostos, com cara de poucos amigos. Estava bem de ver que o dia não ia ser fácil...
No início da semana uma amiga tinha-me pedido ajuda para uma família que está a passar por um momento muito delicado. Ontem chegou-me às mãos o dossier. Uma história trágica como muito outras. Um menino de dez anos a quem foi diagnosticado um tumor maligno no cérebro. Os pais, um casal muito dedicado ao único filho, o filho que muito desejaram e lutaram para conseguir foram completamente abalroados pelo triste diagnóstico. O pai caiu numa profunda depressão e perdeu o emprego, a mãe deixou de trabalhar para cuidar do filho. Às dificuldades da doença somam-se os problemas financeiros. A mim pediam-me que tentasse arranjar uma cadeira de rodas infantil, era essa a prioridade dos pais pois dela depende o bem estar do seu menino. Fiz dois telefonemas. Primeiro consegui a cadeira, com o segundo telefonema tratei de assegurar que a família tivesse acesso ao apoio domiciliário de uma cantina social, por forma a assegurar a alimentação diária dos 3. Enviei uma sms à minha amiga a dizer que estava tratado e arrumei o assunto. 

Hoje a família achou por bem vir agradecer-me pessoalmente a ajuda. E o dossier ganhou um rosto. Dois, para ser mais exacta, mãe e filho, marcados pelas dores da doença mas com o brilho da esperança. E o meu coração rasgou-se. Eu não fiz nada, na verdade limitei-me a incomodar quem tinha poder para resolver esta questão e estes apenas fizeram o seu trabalho. Mas ali estavam, à minha frente, os dois com uma gratidão inexplicável, com uma coragem hercúlea e sem um pingo de revolta por toda a injustiça que estão a viver. A comoção que senti quando tomei conhecimento da situação cedeu  lugar à revolta, à frustração. Que puta de vida é esta que trata assim uma criança, que desgraça assim uma família outrora feliz e funcional? E a dor de cabeça agudiza-se, forma-se um nó na garganta, instala-se um enjoo que me impede de almoçar. 
Desabafo o meu mal estar com uns colegas que me dizem em tom condescendente, "estás a ver, dá graças a Deus pela vida que tens!", mas em que realidade distorcida é que é suposto eu arranjar consolo na desgraça de outros? Tenho que ficar feliz com a minha vida, mesmo não tendo um décimo dos problemas que esta família enfrenta, só por saber que há outros em situação pior? Como é que se ganha alento com o mal dos outros? É que neste momento a única coisa que sinto, para além da dor de cabeça que anda aqui desde manhã, é medo, muito medo desta vida puta.





terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

25 de Fevereiro de 1920


Untitled

A tua ausência custa-me todos os dias. Custa-me olhar para o teu espaço, vazio, intocável, impossível de preencher. Faltas-me todos os dias, mas faltas-me ainda mais hoje, no teu dia, o dia em que te celebramos. Hoje agudiza-se em mim a contrariedade de sentidos. Sorrio porque te tive, choro porque já não te tenho. Sei que não te perdi, sei que onde estás, estás a olhar por mim, sinto-te a cada momento da minha existência, vejo a tua luz quando só a escuridão me rodeia. Tenho-te em mim mas, já não te tenho aqui. E fazes-me tanta falta... 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

eu perdoo...


Little Ele' from Zazzle.com

Qual o verdadeiro significado de perdoar? E não falo do perdão divino, ou do perdão fiscal. Falo mesmo daquele nobre acto de esquecer o mal que nos fizeram e pôr para trás das costas, o sábio "cagando e andando"... Nós perdoamos os outros pelo mal que nos fizeram, ou perdoamos a nós próprios como forma de seguir com a vida e não ficar preso a ressentimentos e mágoas? É por nós ou pelos outros? Perdoar significa esquecer? Perdoar significa que o depois seja igual ao antes? Perdoar é dar a outra face? Perdoar é sinónimo de fraqueza, ou é um sinal de superioridade? Perdoar pressupõe um pedido de desculpa, um arrependimento? Podemos perdoar mesmo os que acham que não nos magoaram? 
Não tenho as respostas, não sei sequer se há respostas universais. O caminho faz-se caminhando. Sim, é mais fácil quando deixamos estes pesos pelo caminho, mas custa ignorar algo que nos magoou tanto. É humano o apego à dor. Não é saudável o ressentimento mas é pedagógica a lembrança. E qual é o equilíbrio aqui? Esquecer e tornar-nos vulneráveis a outros golpes de igual intensidade ou recordar e tornar-nos impermeáveis a possíveis oportunidades? Como é que se equilibram todas estas bolas no ar? 

Já fui bem mais inflexível. O tempo tornou-me mole. Perdoo com relativa facilidade, e até esqueço, com o tempo (ou com Alzheimer que se vai instalando) mas, com o perdão vem também o desapego, o abrir mão. E, quando olho para trás e pergunto porque é que aquela pessoa saiu da minha vida? Então recordo, que, em algum momento tive de lhe perdoar algo. É aí que sorrio e sigo em frente.




quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Porque há dias em que temos consciência da sorte que temos...


Esta carta, escrita pelo João Tordo, escritor, ao seu pai, Fernando Tordo, músico, no dia em que este emigrou para o Brasil em busca de uma vida melhor tornou-se viral nas redes sociais. É uma carta emotiva onde transparece todo o amor de um filho pelo seu pai, mas é também uma carta de revolta e crítica aos governantes, ao país e ao povo ao qual, aos 65 anos Fernando Tordo teve de virar as costas para procurar melhor vida. 
A leitura que fazemos das coisas é sempre condicionada pelo momento em que a lemos . Quando li este parágrafo "Os nossos governantes têm-se preparado para anunciar, contentíssimos, que a crise acabou, esquecendo-se de dizer tudo o que acabou com ela. A primeira coisa foi a cultura, que é o património de um país. A segunda foi a felicidade, que está ausente dos rostos de quem anda na rua todos os dias. A terceira foi a esperança. E a quarta foi o meu pai, e outros como ele, que se recusam a ser governados por gente que fez tudo para dar cabo deste país - do país que ele, e milhões de pessoas como ele, cheias de defeitos, quiseram construir: um país melhor para os filhos e para os netos. Fracassaram nesse propósito; enganaram-se ao pensarem que podíamos mudar. Não queremos mudar. Queremos esta miséria, admitimo-la, deixamos passar." a primeira coisa que me veio à ideia foi a actual situação da Ucrânia. Gente que acredita que pode fazer um país melhor. Gente que luta, disposto a dar a própria vida para conquistar o país que querem. Gente que aguenta 40 graus negativos, sem arredar pé há vários meses, numa praça, para que a sua voz seja ouvida. Eu não tenho o país com que sonhei. Tenho o país que é possível ter, dado os condicionalismos. Tenho o país que muita gente, de outras nações sonha ter. Tenho o país que me deu o que eu precisei para fazer o meu caminho. Tenho o país que me dá a oportunidade para lutar por uma vida melhor.Tenho um país que foi melhor para mim do que para os meus avós. Tenho um país que não me sustenta, mas que me ampara quando preciso. Tenho um país que me dá liberdade para sair, mesmo tendo investido milhares de euros na minha formação. Tenho o país que se ergue de cada vez que cai. Tenho o país de gente que arregaça as mangas e faz o que tem de ser feito, quando tem de ser feito. Tenho o país que me dá liberdade para dizer o que quero, mesmo que seja a maior barbaridade.Tenho o país de gente indecisa mas que sabe bem o que não quer, e nunca quis o comunismo, mesmo cantado. Tenho o país que vive em democracia, mesmo que esta não passe de uma tirania de maiorias. Tenho o país das gentes pacatas, que acreditam no fado. Tenho o país de muita gente boa e alguma gente má. Tenho o país que permanece na memória de quem parte. Tenho o país ao qual sempre regressarei. Tenho o país onde me é permitido ser feliz e alimentar a esperança de que o meu trabalho vai dar frutos.Tenho o país que, com as minhas acções de todos os dias, construo para mim. Porque Portugal não é de quem o governa, é de todos os portugueses, e Portugal não é o que dizemos sobre ele, mas o que fazemos por ele e, se não estás feliz com o teu Portugal, é porque não estás a fazer algo bem. 

Ao Fernando Tordo e a todos os que tiveram de sair do seu país para procurar uma vida melhor, a maior das sortes. Portugal torce por vós!



Exemplo de empreendedorismo...



O Correio da Manhã oferece facas aos seus leitores.  Nos próximos dias esperam-se parangonas vermelhas com "Homem mata mulher com faca de cozinha"; "Prostituta castra cliente com faca"; "Reformado salva reforma com faca oferecida pelo CM". 

É preciso semear para colher, sempre ouvi dizer...