quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Brasil, país de samba, sol e se... se... qual é mesmo a palavra?




Se pedirem a um homem para definir o Brasil em duas palavras, apostava a reforma do Tordo em como responderia futebol e sexo (não obrigatoriamente por esta ordem). São sobejamente conhecidas as virtudes do país irmão, a Globo vende, muito bem vendido, aquele sonho todos os dias. E é verdade que há muita coisa boa em terras de Vera Cruz, a bossa nova, a água de coco, o Rodrigo Santoro, o sol, a praia, as coxinhas de galinha, o Cauã Reymond, a banana ouro, os pasteis, o samba, o Reynaldo Gianecchini, a natureza, o chinelo no pé... enfim um sem números de atractivos. Claro que há também o reverso desta moeda, mas isso agora não interessa nada, "morreu na praia é afogado...".
Acontece que o país da cidade maravilhosa, o país que neste Carnaval vai distribuir 20 milhões de preservativos pelos foliões, aquele que é um dos maiores exportadores de profissionais do sexo, o país onde se compra uma pinadela como quem compra uma manga, se sentiu muito ofendido com estas t-shirts criadas pela Adidas para promover o mundial de Futebol. Alegam os brasucas que as camisolas têm um duplo sentido e conteúdo sexista sugerindo o Brasil como destino de turismo sexual  (nãaa, quem é que pensa tal heresia, todos sabemos que os turistas vão ao Brasil pelo feijão com arroz e não pela picanha...). A Adidas já tirou as t-shirts de circulação, o que é uma pena pois acho que estão muito bem pensadas, são giras  e facilitam o negócio aproximando a procura da oferta. 
É comum gostarmos do que não compreendemos, o meu gosto pelo Brasil vem daí, da minha dificuldade em compreender um país que não tem uma lógica, o país que desfila na Sapucaí apenas de tapa sexo do tamanho de  uma noz e proíbe o topless em Copacabana.


5 comentários:

elisa disse...

Não compreender a diferença entre turismo sexual e liberdade sexual é que é estranho....

MisS disse...

Elisa,
São conceitos que facilmente se diferenciam mas que nunca se dissociam. Não há como lutar contra isso.
:)

Filomena Crochet disse...

O problema da sua análise é querer comparar meia dúzia de folionas do Rio de Janeiro com todas brasileiras....O Brasil não se resume ao Rio de Janeiro, Recife ou Salvador...Há lugares no Brasil que o Carnaval é utilizado para descansar - esse povo trabalho e muito - A sua análise é típica das pessoas que acham que sabem tudo, mas ledo engano, não sabem nada....pronto falei...

MisS disse...

Cara Filomena,eu não fiz nenhuma análise, isto e um blog nada mais do que isso. Não há aqui nenhuma reflexão cientifica ou sociológica. Fiz uma simples observação e nela não consta nenhuma crítica ou insulto ao Brasil ou aos brasileiros.
:)

Pulha Garcia disse...

Adoro o Brasil e adoro a forma como vêem o sexo. Não tem a ver com serem supostamente "fáceis", tem a ver com a forma descomplexada como abordam e executam o tema. Noutros Países também há sexo, e se calhar, mais perverso. Na cultura Brasileira não há que ter medo de falar das coisas como elas são. God Blésse Braziu.