quarta-feira, 31 de julho de 2013

Outra Música do dia..

Quim Barreiros
O melhor dia para casar


Sexo real vs sexo nos filmes pornográficos...

Um video feito com alimentos tem feito grande sucesso na net, trata-se do video "Porn sex vs real sex" em que utiliza alimentos e comidas para demonstrar as diferença que há entre os filmes pornográficos e a realidade. O filme mostra por exemplo mostrando um pepino que o tamanho do penis dos actores normalmente são entre 15cm e 22cm, quando na realidade o normal é entre 12cm e 17cm. Um video interessante e até educativo, ora vejam lá...



Feeling hungry anyone????

Música do dia!!





"É amanhã dia um de Agosto
E tudo em mim é um fogo posto
Sacola às costas, cantante na mão
Enterro os pés no calor do chão
E há tanto sol pelo caminho
Que sendo um, não me sinto sózinho
Todos os anos, em praias diferentes
Se juntam corpos sedosos e quentes

Adoro ver a praia dourada
O estranho brilho da areia molhada
Mergulho verde nas ondas do mar
Procuro o fundo, pra lhe tocar
Estendido ao sol, sem nada dizer
Sorriso aberto de puro prazer
Todos os anos, em praias diferentes
Se juntam corpos sedosos e quentes"

terça-feira, 30 de julho de 2013

heaven did not seem to be my home... *




Hoje é o aniversário de uma das minhas escritoras preferidas. Apesar de ter publicado um só romance e de o seu livro de poemas ter vendido dois míseros exemplares, a história provou que Emily Brontë tinha alma de escritora e o seu talento estava apenas deslocado no tempo, caso corriqueiro entre os génios.
A sua vida foi essencialmente marcada pela dor. A perda prematura da mãe, o internato num colégio onde duas das suas irmãs pereceram devido às condições sub-humanas a que estavam sujeitas. O alcoolismo do irmão, a sua extrema timidez que a impedia de criar laços sociais. Emily sempre viveu para dentro. O seu mundo, invisível aos olhos de quem a rodeava, era só seu. Era lá que ela criava a sua realidade. Dele apenas temos os seus poemas e uma narrativa dark que nos deixa ainda mais questões sobre quem era Emily. A solidão a que estava condenada não a impediu de criar um romance com personagens bastante complexas. Um anti herói cheio de rancor e sede de vingança, guiado por um ódio nascido no amor, Catherine, uma mulher apaixonada, livre, que não tem medo de assumir o seu amor, mesmo depois de casada, numa sociedade onde as mulheres viviam espartilhadas pelos bons costumes. Emily retratou uma história que não seria aceite pelos seus contemporâneos, mas era a história que Emily vivia dentro de si. Uma história que retrata o amor e o ódio como face da mesma moeda, onde compreendemos como é fácil odiar quem mais amamos. A forma como Emily descreve as relações humanas, a paixão e o ódio é dissonante da sua maneira de ser. Condenada à reclusão, por força da sua timidez, (que a impediu até de ser professora) não se conhece em Emily qualquer experiência amorosa, no entanto pelas suas palavras sabemos que ela percebia mais de amor que muitos que o viveram. Talvez, tenha também experimentado o nobre sentimento lá no seu mundo, onde só ela entrava.

he's more myself than I am. Whatever our souls are made of, his and mine are the same...*


* Catherine Earnshaw , in Wuthering Heights


(Incompreendido para os cânones da época, o Wuthering Heights (O Monte dos Vendavais), publicado no ano anterior à sua morte sob o pseudónimo masculino Ellis Bell, entrou para a história como um dos maiores clássicos da literatura inglesa. Tem várias versões em cinema e televisão e inspirou ainda a música Wuthering Heights da Kate Bush, o maior sucesso da cantora. A autora da saga Twilight admitiu também ser este romance a fonte de inspiração para os seus livros.
É engraçado pensar que, há dois séculos atrás, a existência de Emily, uma jovem tímida e pouco sociável, descrita como irrelevante, tenha, muitos anos depois, influenciado a vida e obra de tantos. 
Porque a nossa existência não se esgota na nossa vida. )


Ainda a respeito do post anterior...

É assim que vou sobrevivendo no meu dia a dia...


Coisas que não entendo e me levam á loucura...

Tenho um colega no trabalho que, não tendo melhor palavra para o classificar, é um crica, um chato, picuínhas, daqueles que é preciso inspirar e expirar e contar até 100 para lidar com ele na maior parte das vezes. E, com esse "maravilhoso" feitio que ele tem, há várias coisas nele que me irritam, mas a pior, a pior de todas que na minha opinião chega a ser até má educação é o vicio enervante que ele tem de inspeccionar tudo o que os outros fazem, como eu costumo dizer "fazer a vistoria", e isto acontece mesmo que o assunto em nada lhe diga respeito, mas isso para ele não quer dizer nada, ele aparece, faz mil perguntas e mexe e remexe em tudo e não passa sem dar a sua opinião iluminada!
Mas o cumulo deu-se hoje, em que eu me debatia com a selecção de alguns tecidos e os separei por cores sendo que alguns eram de tons muito parecidos, tinha já eu feito a minha selecção e devida separação por cores e diferentes tons, quando ele chega começa a analisar a minha selecção, mexe e remexe e começa a comparar as cores para se certificar de que eu escolhera bem.... Pois eu que hoje decidi estar Zen ao ver aquilo e já a revirar os meus lindos olhos, decidi deixa-lo a sós e fui tomar um café e arejar enquanto pensava como um mantra " são mais duas semanas...são mais duas semanas..."

Quero só deixar um pequeno esclarecimento do porquê eu ter ficado tão irritada com a atitude do exmo Sr.C, primeiro ele estava completamente fora dos domínios dele, ele é apenas um mau administrativo que faz o trbalho dele e mal, nada tem a ver com a questão dos tecidos. Segundo e factor mais irritante o exmo. Sr.C é daltónico!!!!!!!!

Percebem agora o meu drama????

segunda-feira, 29 de julho de 2013

acerca das votações de hoje ...


...e das manifestações sindicalistas que se fazem ouvir em São Bento, sobre o aumento da carga laboral da função pública de 35 para 40 horas, gostava que alguém me desse uma, e peço apenas uma, razão válida para que eu, o padeiro, o trolha, a gaspeadeira, o operador de balancé, a tecedeira, a embaladeira, o servente, o serralheiro, a costureira, o motorista, etc, tenhamos de trabalhar, no mínimo, 40 horas e os funcionários públicos, se achem no direito de trabalhar apenas 35. Onde está aqui a equidade?



a pior das pobrezas é a do bom senso...


Conheço gente pobre. Gente que luta para sobreviver a uma miséria injusta.
Conheço gente remediada. Gente habituada a viver do ou: ou isto ou aquilo.
Conheço gente rica. Gente que vive desafogadamente ostentando pequenos luxos.
Conheço gente multimilionária. Gente que tem um Rembrandt na parede da sala de estar da casa da aldeia.
Conheço gente que nasceu pobre e construiu um império. Gente que discute um negócio de milhões ao cêntimo
Conheço gente que nasceu muito rica e hoje nada tem. Gente que mantém a aristocracia na postura.
 
O que não conheço é gente assim:

Cristina Espírito Santo, 44 anos, uma vistosa e alta figura loura, teme que aquele “seu” paraíso acabe um dia por causa de uma desenfreada construção hoteleira. Ela que é filha de Jorge Espírito Santo, banqueiro administrador do BES e primo direito da mãe de Ricardo Salgado (o atual presidente-executivo do Banco Espírito Santo), conhece aquelas terras como poucos, porque desde pequenina as frequenta. E é com orgulho que recorda a infância e o passado da sua família naquela herdade. “Durante anos não se passava nada aqui nos verões. Rezava para que aparecessem amigos ou primos para brincar.” Quando se deu o 25 de abril, e os terrenos foram nacionalizados e entregues aos trabalhadores, Cristina deixou de lá ir. Voltou aos 18 anos. “Eu e os meus primos íamos de jipe para praias desertas e, à noite, entretínhamo-nos a jogar às cartas, ao gamão e às escondidas. Sinto esta terra como a minha casa selvagem.” Há 20 anos Cristina comprou uma casa a um arrozeiro. “Apenas lhe fiz melhorias. Pintei-a. Renovei-a. Fiz uma boa casa de banho. Mas deixei a estrutura de origem, com colmo em determinadas zonas. Muito rústica. Mantive a simplicidade original.” Diz meio a brincar que ali se vive em estado mais puro. “É como brincar aos pobrezinhos.”

domingo, 28 de julho de 2013

sábado, 27 de julho de 2013

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Sou...





Eu sou a que no mundo anda perdida, 
Eu sou a que na vida não tem norte, 
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte 
Sou a crucificada ... a dolorida ... 


Sombra de névoa ténue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida! ...

Sou aquela que passa e ninguém vê ...
Sou a que chamam triste sem o ser ...
Sou a que chora sem saber porquê ...

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver
E que nunca na vida me encontrou!

Florbela Espanca, in "Livro de Mágoas"

Happy B Day Mick


Uma das melhores de sempre!!!!

Músicas que mexem comigo#62

Marcelo Camelo e Mallu Magalhães
Janta



quinta-feira, 25 de julho de 2013

Paparazzi com alguma utilidade...

Esta semana graças aos paparazzi, um homem foi preso enquanto tentava roubar o carro de Angelina Jolie e Brad Pitt. O filho deles Maddox estava a a praticar paintball com uns amigos ao que os seguranças deixaram o carro sozinho enquanto acompanhavam o miúdo, o larápio com alguma perícia abriu o carro e preparava-se para roubar o Ipad que se encontrava lá dentro, quando os paparazzi apercebendo-se do que se estava a passar impediram-no de cumprir o seu objectivo..


Finalmente algo bom!!

Ontem veio a confirmação!
 Parece que nos próximos dias vou conhecer uma das minhas cidades de sonho, e o melhor é que vai ser a custo zero... not bad...


quarta-feira, 24 de julho de 2013

não me hei-de resignar... não me hei-de resignar... não me hei-de resignar...


...Deviam ser resignados ou revoltados. Espero que fossem revoltados: é menos triste. Um homem revoltado, mesmo ingloriamente, nunca está completamente vencido. Mas a resignação passiva, a resignação por ensurdecimento progressivo do ser, é o falhar completo e sem remédio. Mas os revoltados, mesmo aqueles a quem tudo - a luz do candeeiro e a luz da Primavera - dói como uma faca, aqueles que se cortam no ar e nos seus próprios gestos, são a honra da condição humana. Eles são aqueles que não aceitam a imperfeição. E por isso a sua alma é como um grande deserto sem sombra e sem frescura onde o fogo arde sem se consumir.

in Praia, Sophia de Mello Breyner Andresen

Na dúvida, o melhor mesmo é saborear o presente...


.الجيات أحسن من الرايحات
What is coming is better than what is gone.
                                                                                            


                                         
                                             Provérbio Árabe  


(Gasto muitas das minhas energias a pensar na vida, ou como diria a minha avó, na morte da bezerra.Uns dirão que é o problema das pessoas inteligentes. Não sei se serei inteligente (momentos há, em que duvido seriamente disso) mas, é um facto que penso mais do que devia no que está para vir e que me agarro ao que já foi, negligenciando o que importa, que é o que está a ser agora. E quanto mais penso mais certeza tenho de que as minhas maiores dores estão precisamente lá, no futuro, será por isso de espectar que também as maiores alegrias? ... )

terça-feira, 23 de julho de 2013

you got to love Trás os Montes...







Burros e aviões, não há como resistir... Todos a Mogadouro! É já este sábado...



Sexo bom VS Sexo fantástico...


AQUI

Concordo com a maioria das opiniões dadas, mas para mim esta resume tudo...

" Sexo ok mata a vontade, o sexo fantástico mata de prazer!"

"O

Amizade colorida - outro conceito...




(Até dava um prémio a quem acertasse qual destes belíssimos par de pernas me pertence mas, é demasiado fácil...)






segunda-feira, 22 de julho de 2013

Todos os dias, ao acordar, não despertes apenas do sono...



Quando nasceu baptizaram-na de Maria das Angústias. Nunca saberemos se foi premonitório ou condenatório, certo é que a única constante na sua vida foram as angústias. Conheci-a há muitos anos, ainda eu era adolescente e ela uma jovem mulher que mantinha uma relação amorosa proibida com um homem casado. Rompera com a família por ele. Vivia de um amor de migalhas, de restos, sobras que, aparentemente, chegavam para lhe alimentar a felicidade. Vieram os filhos, dois. Vieram os problemas financeiros e com ele o carácter do homem. As visitas não eram mais para saciar a fome dela, do corpo dela, do amor dela. As carícias deixavam agora marcas escuras no corpo, mazelas difíceis de esconder, dores na carne e na alma. Ele não era mais o empresário endinheirado. Era ela quem, agora sustentava os filhos e os vícios dele. Foram anos, numa existência conturbada, violenta, acidentada. Recusava-se a abandoná-lo, estava condenada a ele. Era um suicídio lento, como uma colher de veneno que todos os dias tomava e dava a tomar aos filhos, um veneno que, um dia, faria efeito... 
À sua volta, quem dela gostava, revoltava-se, insurgia-se, exigia que alguém fizesse alguma coisa. Nada se podia fazer, além de ajudar a sarar as feridas visíveis. Apenas ela tinha a chave da sua prisão. Um dia, sem ninguém o prever decidiu mudar de vida. Pegou nos filhos, partiu, abandonando o seu carcereiro na ignorância. Diz que viu a luz, virou médium/espirita. 

Sei que ela sempre reconheceu nos meu olhos a pena. Pena por a saber fraca, pena por a saber prisioneira, pena por saber que ela não gostava de si. Sei que sabe que sempre gostei dela e torci para que saísse da sua própria sombra. Quando a encontrei, tempos mais tarde, vi uma mulher diferente. Contou-me que estava bem. Tinha um emprego estável e, nas horas vagas ajudava pessoas com o seu dom. No meu olhar havia agora  surpresa e alegria por a saber feliz. 
Ela olha sempre para mim com carinho, com um brilho de quem sabe algo mas não me conta. Diz-me sempre que pede muito por mim e que tudo há-de dar certo, abraça-me e sussurra: "coragem". Dá-me mezinhas para fazer, sabe que não acredito, que não as farei, mas não a impede de continuar a preocupar-se comigo. Há muito tempo que não estou com ela, hoje enviou-me um recado: "Sei que não tens andado bem. Preciso de estar contigo. Tenho uma receita para ti". É verdade não tenho andado no meu melhor. É verdade que não tenciono seguir a receita dela, que deverá uma daquelas simpatias/oferendas que se vêem no calçadão do Rio e que apenas servem para matar a fome aos pobres que por elas passam. Mas também é verdade que me faz bem estar com ela, inexplicavelmente, aqueles olhos, marcados pelas angústias espelham agora uma esperança que nos renova.


domingo, 21 de julho de 2013

nega-me...

Marilyn Monroe by Eve Arnold



... para conquistar todo o sucesso e todos os gloriosos bens que possui, Mónica teve que renunciar a três coisas: à poesia, ao amor e à santidade.
A poesia é oferecida a cada pessoa só uma vez e o efeito da negação é irreversível. O amor é oferecido raramente e aquele que o nega algumas vezes depois não o encontra mais. Mas a santidade é oferecida a cada pessoa de novo cada dia, e por isso aqueles que renunciam à santidade são obrigados a repetir a negação todos os dias.

in Retrato de Mónica, Sophia de Mello Breyner Andresen 

Sem complicações....


sexta-feira, 19 de julho de 2013

Boys will be boys...

Trabalho na mesma empresa já faz 3 anos, numa equipa praticamente só de homens, que não se inibem de terem certas conversas á minha frente, pois já me vêm como One of the boys, no entanto, bastou eu hoje vir trabalhar de pernoca á mostra que logo ficaram com as antenas ligadas e alguns não passaram sem dar uma segundo olhadela e até mandar o clássico piropo!!!

Para os nossos leitores machos!!!


Músicas que mexem comigo#61

Bush

Inflatable




quinta-feira, 18 de julho de 2013

Algum dia seria...


E, eis que a uma semana de completar 4 anos, o meu afilhado ganha a sua primeira "medalha" para a vida. Não foi grave mas, teve direito a ambulância com o tinóni ligado. Daqui a uns anos, aquela carinha de puto reguila, olhar malandro, sorriso sacana e a pequena cicatriz na barbela há-de partir corações. Depois  pode sempre romancear, e dizer que foi a salvar uma donzela em apuros, em vez de dizer que foi o gordo da turma que o empurrou...



I am the master of my fate; I am the captain of my soul...





Out of the night that covers me,

Black as the pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.



In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.



Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid.



It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.

William Ernest Henley

Wild Idea...


...porque é que em vez do Cavaco, não mandamos os responsáveis do PSD, PS e CDS (ou PP ou lá como é...) para as Selvagens? Podíamos deixa-los lá, sem alimento até que chegassem a um acordo. Ou para tornar a coisa ainda mais interessante largava-se lá um rinoceronte, um bisonte, uma pantera ou uma chita ou qualquer outro animal não corruptível e, quem sobrevivesse podia formar governo. Seria bem mais interessante e civilizado....


quarta-feira, 17 de julho de 2013

Born to be wild......




Cavaco dorme nas Selvagens...

Há pessoas que passam por este mundo para nos ensinarem...

Talia Castellano sem dúvida foi uma delas!!
Não esteve muito tempo por cá, somente 13 anos, metade dos quais passou a lutar contra o cabrão do cancro, aquela maldita doença que não dá tréguas, mas Talia lutou até ao fim, e enquanto lutava, deu grandes lições ao mundo, mostrou o que é ser corajoso, atrevido e audaz perante as adversidades. Neste vasto mundo da internet onde, tal como na vida fora dela, encontramos todo o tipo de pessoas, encontramos muitas bestas e anormais, também encontramos pessoas fantásticas. Talia Castellano foi uma das personagens mais interessantes que encontrei na net, corajosa, espevitada, atrevida ela teve a ousadia de fazer vídeos com lições de maquilhagem apesar da careca causada por sucessivos tratamentos de quimioterapia, ela dizia que a maquilhagem era a sua peruca!. Eu vejo os vídeos dela e fico completamente rendida e ao mesmo tempo surpreendida e questiono-me como esta miúda conseguia manter aquele espírito elevado, aquele bom humor quando enfrentava dois tipos raros de cancro e a vida dela era entrar e sair do hospital desde os 7 anos de idade... e como ela fazia vídeos no youtube sem cabelo, a dar lições de maquilhagem, quando a mim já me aconteceu não sair de casa simplesmente porque estava num bad hair day... A verdade é que Talia inspirava muita gente e a alguns, como a mim, até humilhava, dava uma "bofetada de luva branca, mas acima de tudo ensinava a enfrentar a vida e a agarrar o que temos por pior que seja e fazer disso algo de positivo. Ontem esta pequena grande mulher, perdeu a luta contra a doença, este estrelinha deixou de brilhar mas as suas lições permanecem, assim como os vários editoriais de maquilhagem que deixou aqui.

Aqui ela ensina a fazer algo que eu por mais que tente ainda não consegui, os famosos smokey eyes!!

terça-feira, 16 de julho de 2013

Palavras com sentimento...




Entre os teus lábios
é que a loucura acode,
desce à garganta,
invade a água.


No teu peito
é que o pólen do fogo
se junta à nascente,
alastra na sombra.

Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre.

Da cintura aos joelhos
é que a areia queima,
o sol é secreto,
cego o silêncio.

Deita-te comigo.
Ilumina meus vidros.
Entre lábios e lábios
toda a música é minha.

Eugênio de Andrade

Cagada do dia...


Eu até queria dizer qualquer coisa, mas não consigo, minha mente ainda está a recuperar!!!

I may look sweet, but I wear leather underwear...


Mademoiselle,SOyouthinkyoucansee | via Tumblr


Hoje aproveitei a hora de almoço para ir comprar lingerie. Nada como roupa interior nova para animar uma mulher. Afinal, não é por ser uma área de acesso muito restrito, que não há-de andar apelativa e bem arranjada. E, na falta de outra desculpa, já a minha avó pregava que a roupa interior deve estar sempre limpa e apresentável, pois nunca se sabe quando é que vamos parar ao hospital... Mergulhada entre cuecas e soutiens encontrei um amigo...

Ele - Hei! Por aqui? que andas a fazer?
Eu - (com os braços cheios de cuecas) Não se nota? E tu? sabes que aqui não há nada para ti.
Ele - Estava a passar, vi-te e entrei.  
Eu - Hummm. Tens a certeza, sabes que me podes contar tudo não sabes? Se quiseres ajudo-te a escolher qualquer coisa....
Ele - Não viajes... Não sabia que usavas disso (a apontar para umas cuecas que eu tinha na mão)
Eu - Disso o quê? Cuecas? Qual foi o momento da nossa amizade que te levou a achar que eu não usava cuecas.
Ele - Não é cuecas, é DESSAS cuecas....
Eu - O que é que têm ESTAS cuecas, são cuecas normais.
Ele - Não sei... Essas rendas e tal... demasiado sugestivo... Na minha cabeça as minhas amigas, tal como a minha mãe e  as minhas irmãs só usam cuecas de gola alta. Aquelas que são sex repellent. Autênticos avisos de loja encerrada.
Eu - Isso quer dizer que na tua cabeça as tuas amigas e irmãs não têm sexo?
Ele - Agrh! Claro que não!
Eu - Lamento destruir a imagem virginal que tinhas da minha pessoa. Mas já agora, e uma vez que estás aqui e descobriste que eu não uso as cuecas da minha avó dá-me a tua opinião, azul ou roxo?
Ele - Foda-se! Não me mostres isso... não quero ver as cuecas que vais usar...  Estou à tua espera lá fora.


Intelligence is like underwear...It is important that you have it but not necessary that you show it off. 

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Remember tonight... for it is the beginning of always *



Mas a perpetuidade não faz que o bom se torne melhor, nem faz o branco ficar mais branco. Mesmo que ao meio-dia a rosa perca a beleza que teve de madrugada, a sua beleza naquele momento foi real. Nada no Mundo é permanente, e somos tolos em desejar que uma coisa perdure, mas mais tolos ainda seríamos senão a apreciássemos enquanto a temos. Se a mutabilidade é da essência da existência, nada mais natural do que fazer dela a premissa da nossa filosofia. Não podemos cortar duas vezes as mesmas águas de um rio, mas o rio corre continuamente e as outras águas que cortamos são também frescas e agradáveis.

in, O Fio da Navalha, W. Somerset Maugham.

*Dante Alighieri

Podes voltar ao sítio onde foste feliz mas, não encontrarás lá a felicidade de outrora...


Mosteiro em dia de festa @ aldeia da minha avó

Este fim de semana quebrei com uma tradição que cumpro desde que nasci. Tinha precisamente um mês na primeira vez que fui à romaria na aldeia da minha avó, desde então todos os anos, religiosamente e, mesmo não sendo nada religiosa, assisti às festividades. Nos anos em que a minha avó ainda embelezava este mundo fazia-o por obrigação, afinal, ai! de quem faltasse à convocatória da matriarca. Festa da aldeia exigia casa cheia, mesa sempre posta para muitos, porta aberta aos romeiros que quisessem entrar e cumprimentar a família e, entre dois dedos de conversa, provar o vinho comer uma broa caseira, cozida de véspera, a acompanhar com os melhores bolinhos de bacalhau do mundo. Depois da partida da minha avó, passei a fazê-lo porque gostava, porque era uma oportunidade de ver pessoas que não vejo durante todo o ano, porque gostava de regressar à terra que me criou, onde as pessoas me tratam por a neta da Fininha, mas sobretudo fazia-o para estar perto dela, a minha avó. Ao longo destes 32 anos, recordo-me de ter faltado apenas duas vezes, uma porque estava muito ocupada a tentar não morrer no hospital, outra porque estava muito ocupada a divertir-me no Rio de Janeiro. Este ano decidi simplesmente não ir. Todos os anos a dor do regresso era tão ou mais forte que o prazer. A casa, que já não é a dela, de portadas fechadas, a varanda, onde poisava a melhor colcha de renda para saudar os santos da procissão, agora ocupada por caras estranhas, o banco de pedra, junto à floreira de rosas onde ela se sentava diariamente a tricotar meias para os netos, tristemente vazio. A terra que em tempos tinha impregnado em si o cheiro da minha avó ostenta agora um leve aroma. E eu não preciso de lá voltar para o sentir, já que tenho em mim todos os sentidos da minha avó.

(Ontem um querido amigo dizia-me que eu vivo muito no passado, que tenho de aprender a largar, a olhar e a aceitar o que está para a frente, a agarrar as oportunidades que a vida nos vai dando para o futuro. Não lhe contei esta história, porque não lhe quis dar razão (embora ele saiba que a tem...) mas sim, já comecei o meu processo desapego ao que já foi.) 


Alguém por favor me explique isto, porque eu já dei voltas á cabeça e não entendo... WHY?? WHY??

Soube este fim-de semana que a mais recente moda entre os adolescentes por essa Europa fora (sinceramente não sei se a moda já chegou cá), é uma forma que descobriram de ficar bêbados rapidamente e sem beber muito, logo sem gastar muito em bebidas. Basicamente a nova moda consiste em embeber um tampão, sim uma tampão aquelas coisas que as mulheres usam quando estão menstruadas, em vodka ou tequilla  e depois de o tampão estar bem molhadinho e inchadinho(sim porque aquilo incha quando molhado) enfiar o dito tampão pelo rabo acima!! Aparentemente fica-se logo com uma enorme bebedeira, não me perguntem como funciona o sistema que não o sei explicar, as minhas aulas de biologia foram básicas e já no século passado. Por isso, apelo ao meu povo se alguém souber explicar o funcionamento da coisa que se chegue á frente, quanto aos motivos que levam a canalhada a fazer isso, podem até tentar explicar, mas sei que não o irei entender...citando a minha rica mãezinha numa conversa num dia destes "sou moderna mas nem tanto..."

domingo, 14 de julho de 2013

Painting & Poetry XX




Paul Gauguin

PEQUEÑA

rosa,
rosa pequeña,
a veces,
diminuta y desnuda,
parece
que en una mano mía
cabes,
que así voy a cerrarte
y a llevarte a mi boca,
pero
de pronto
mis pies tocan tus pies y mi boca tus labios,
has crecido,
suben tus hombros como dos colinas,
tus pechos se pasean por mi pecho,
mi brazo alcanza apenas a rodear la delgada
línea de luna nueva que tiene tu cintura:
en el amor como agua de mar te has desatado:
mido apenas los ojos más extensos del cielo
y me inclino a tu boca para besar la tierra.



Pablo Neruda

Do not listen !!!


pensa em mim, todas as noites, àquela hora...




... À noite, antes de te recolheres, mesmo a lápis, traças dez linhas, na noite seguinte outras dez, na outra o mesmo e assim por diante. No fim de alguns dias ficarás satisfeita por lograres escrever uma carta sem trabalho. E eu ainda mais, porque tenho a certeza que todas as noites, àquela hora, pensas em mim...

António Nobre para Cândida Ramos, Novembro de 1885.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

De verdade que mereço!!!!


ah! a alegria de acordar num país onde todos sabem quem é Simone de Beuavoir



É grande a revolta dos intlectualóides da nossa praça  com as palavras da Presidente da Assembleia da República. Nada de novo aqui, neste país as revoltas têm sempre questões de fundo de suma importância  para o bem estar da sociedade (ironia). Assunção Esteves ainda se deu ao trabalho de explicar que aquilo havia sido uma metáfora, contudo não foi suficiente. O que não me surpreende, pois é perfeitamente normal que  num país onde a média de português é de 9 valores, não saibam o que é uma metáfora. Eu cá acho que a citação "não podemos permitir que os nossos carrascos nos criem maus hábitos" é uma analogia perfeita, e não é por gostar de estar contra os intelectualóides, é porque de facto aqueles que protagonizaram aquelas tristes e desrespeitosas figuras nas galerias da Assembleia são de facto uns carrascos comparáveis aos nazis na sua mania de superioridade. Apesar de os media não terem dito, era fácil de se ver que  não era uma manifestação espontânea de cidadãos aleatórios revoltados com a situação política e económica do país. Aquilo foi uma acção concertada pelos sindicatos da função pública, esses mesmos que se acham no direito de trabalhar apenas 35 horas por semana, que reclamam subsídios para cortar o cabelo ou estacionar o autocarro, que querem um emprego para a vida apesar de serem incompetentes ou de não serem necessários, que usufruem de um sistema de saúde de luxo,  que fazem um país refém com as suas constantes greves, que recusam ser avaliados, que se acham superiores nos direitos mas, no final, imputem a conta a todos os contribuintes. 



Músicas que mexem comigo#60

Depeche Mode
Enjoy the Silence


Amigo Dave ainda não é desta que te vou ver, mas não percas a esperança que eu também não a perco...

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Diferenças civilizacionais...



Na China as famílias dos condenados à morte têm de pagar a segunda bala, caso a primeira falhe o objectivo. 

Em Portugal, os trabalhadores da Carris querem um subsídio de 12 euros para cortar o cabelo...

alô?! era só para dizer que acabou...



Parece que o George Clooney está de novo solteiro. Parece que terminou a relação por telefone. Não sei como é que esta mulher irá alguma vez recuperar deste golpe, é que além da desilusão de perder um homem daqueles ainda tem de se resignar ao facto de não ter tido uma despedida digna. Algumas horas de puro desfrute, deleite e satisfação era o mínimo que se exigia num adeus definitivo. São os chamados direitos adquiridos, aqueles que a casa deve sempre ao trabalhador... (para esta merda é que havia de haver um sindicato, pá!).

A boa notícia é que este Património da Humanidade está de novo aberto para visitas. Onde é que se tira o bilhete mesmo??


a novela das oito, onde todos somos figurantes...




Sobre o episódio de ontem da mais recente novela, aquela que passa nos telejornais às oito, e que ontem teve a acção centrada em Belém, confesso que me divertiu. Para ser completo só faltava lá os três garotos - Pedrito, Paulinho, e Tó Zé, perfilados para apanharem um valente e literal puxão de orelhas. Divertem-me também os comentários dos ilustríssimos comentadores da nossa praça, que não acertam uma e criticam agora a decisão que reclamavam há meses. Confesso que a única coisa que me impede de estar aqui a trabalhar os meus abdominais com gargalhadas despegadas, é o duc do pagamento especial por conta que tenho de liquidar até ao final do mês. Não fosse esta palhaçada estar a sair-me do bolso e eu haveria de me divertir a valer.
Apesar de todas as críticas que se fazem ao Cavaco, há nele uma réstia de competência. Se conseguirmos ultrapassar o facto de ele pensar como um parasita que sempre viveu do funcionalismo público, característica fatal para a aptidão de qualquer gestor, reconheceremos no homem algumas capacidades. Confesso que fiquei surpreendida com a jogada de ontem. Não via no Cavaco dotes de xadrezista, tampouco de alguém que joga ao ataque. Mas a verdade é que ele deu a volta ao jogo, virando toda a responsabilidade para o lado dos partidos. Agora é o momento em que estes têm de provar ao povo que o interesse da nação se sobrepõe aos interesses e agendas partidárias.

Nota para o profissionalismo do PCP, não sei se já repararam mas são sempre os primeiros a reagir a qualquer comunicação. Não há reflexões nem rabiscar um esquisso de reacção. Dois minutos depois de o PR ter falado e, ainda o povo estava a digerir e a tentar compreender o que se disse, já o PCP estava de bandeira ao alto e voz colocada: somos contra! Isto é que é saber de cor o seu papel!

E o Cavaco afinal anda aí... E fez Cheque mate!!

Não há cá vices, nem damos palco para meninos mimados fazerem birras... (Paulinho o bluff saiu-te mal);
Tó Zé, pá,  está na hora de te chegares á frente  e apresentares as soluções que tanto apregoas para salvar a Pátria;

Para todos que reclamavam de um Presidente omisso, para mim ele tomou a melhor medida possível, arriscada mas a melhor!! Agora é que se vai ver quem de facto anda para ajudar e quem anda para atrapalhar!!!

quarta-feira, 10 de julho de 2013

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Todos os dias quando abro o facebook,  há alguém que tem uma imagem ou uma frase de Nelson Mandela. Invariavelmente, sempre que vejo penso, o senhor já morreu. Depois, ao consultar as notícias constato que não, Madiba ainda está agarrado por um fio ao mundo dos vivos. Nelson Mandela, é provavelmente a figura histórica do nosso tempo que mais admiro, por tudo o que conseguiu para o seu povo mas, sobretudo pela convicção com que sempre defendeu o que acredita. Para mim, é esta característica que separa os homens dos gigantes. (Curiosamente é também o que mais admiro em Jesus Cristo). Não é fácil lutar pelo que se acredita, não é fácil estar sozinho num canto com as nossas convicções, não é fácil resistir ao apelo da maioria, não é fácil enfrentar as consequências, por vezes fatais, da defesa das nossas crenças. Poucos são os que conseguem, Madiba fê-lo como raros. A biografia de Mandela, mostra-nos demasiadas dores. O cárcere prolongado, a perda da mãe que morreu a acreditar que tinha um filho criminoso, a amputação de um filho, a incompreensão dos outros, os casamentos desfeitos e amores perdidos. Madiba escolheu o caminho mais difícil para a felicidade. Podia ter seguido a fórmula de toda a gente. Podia ter ganho muito dinheiro, ter-se dedicado à família, e aos prazeres mundanos, em vez disso optou por se dedicar a um povo e a deixar para a história o seu exemplo. Apesar de tudo , e de uma maneira que poucos entenderão, foi feliz. Assim o creio, assim ele nos faz crer. O mundo não está preparado para perder Mandela, nunca estamos preparados para perder os nossos heróis. Sabê-los vivos é desresponsabilizar-nos das nossas funções, é acreditar que alguém resolverá os nossos problemas. Um herói cria 1000 parasitas. É esse o grande problema dos heróis. Madiba merece o repouso, a paz do fim da linha, não o circo mediático que se montou à porta do hospital, as recorrentes especulações sobre o seu estado, ou o pânico que paira nos bairros mais pobres da África do Sul, ou o histerismo e a adulação. A melhor forma de honrar Madiba é seguir-lhe o exemplo e lutar pelo que acreditamos, mesmo quando isso nos parece a mais difícil das missões.

“I am fundamentally an optimist. Whether that comes from nature or nurture, I cannot say. Part of being optimistic is keeping one's head pointed toward the sun, one's feet moving forward. There were many dark moments when my faith in humanity was sorely tested, but I would not and could not give myself up to despair. That way lays defeat and death.” 
Nelson MandelaLong Walk to Freedom: Autobiography of Nelson Mandela

Irrevogável!!!

Irrevogável...
Aqui está uma palavra que anda na boca de toda a gente por estes dias, palavra usada por Paulo Portas para classificar a sua birra, decisão de abandonar o Governo, uma vez que passadas 24h a tal decisão irrevogável, parece que afinal não o é assim tanto, deixou-me na dúvida se o senhor sabe de facto o significado da palavra, entretanto encontro este registo do passado com uma entrevista do dito senhor e muita coisa fica esclarecida na minha cabeça. Basta ver os primeiros 2 minutos para entender o significado da decisão "irrevogável".



"Os partidos são uma maçada...normalmente quem vai para os partidos são pessoas muito medíocres que não têm mais nada que fazer na vida ou que acham que aquela é forma principal de subir na vida. Os partidos dispensam o mérito." (Esta até eu concordo!!)

"Se há coisas definitivas na minha cabeça é que nunca farei politica."


terça-feira, 9 de julho de 2013

Neste pomar não há maçãs podres...




Eu já aqui disse que gosto mesmo muito do Moutinho, e, apesar de ter deixado o meu FCP, vou continuar a torcer por ele afinal, para nós, a sua saída também foi um sacrifício. Bonne chance mon cher!

Esta renovação, época após época é sempre nostálgica. Ver sair jogadores a quem nos afeiçoamos, que nos habituamos a tratar por tu, que insultamos para no minuto a seguir perdoar e  gabar-lhe o talento, tal qual os melhores amigos. Ver caras novas a entrar, de aspecto duvidoso, decorar nomes que não sabemos ainda  pronunciar. Habituarmo-nos às cores dos novos equipamentos, ao rosto do novo treinador, até aqui sempre escondido pelo boné. Mas, o futebol é como a vida, uma constante renovação, e, no caso do meu FCP, não só de plantel mas também de títulos, de alegrias e celebrações. Por isso, venha a nova época, venha a última jornada contra lampiões no Dragão, venha a final da Champions no nosso salão de festas preferido, venha o bom futebol, as tácticas de um treinador que percebe da coisa, os queixumes dos do costume e a comédia lagartal. Eu cá estarei, pronta para celebrar o tetra e, quem sabe, mais qualquer coisinha...


E com este calor o melhor é chupar... um gelado



Surfar no paralelo....


Depois da Capital Europeia da Cultura, Guimarães é agora Cidade Europeia do Desporto. Não me perguntem o que isso é, porque sinceramente não sei, nem perdi muito tempo a tentar perceber. O que sei é que volta e meia a cidade fica pejada de atletas, de várias modalidades, escalões e nacionalidades. Há diversos eventos desportivos e ainda uma grande oferta de actividades físicas para quem quiser participar. Tem sido giro ver a cidade cheia de jovens atletas, nos seus equipamentos, a levarem uma vida não muito saudável na noite da praça da Oliveira (haviam de ver os atletas de boccia a emborcar cerveja, medalhada olímpica meus caros!). 
Eu já tinha ficado surpreendida com alguns dos eventos que a organização promoveu, como quando puseram o meu rico Baía a dar uma palestra! mas,  desta vez conseguiram superar-se! Oficinas de Surf em Guimarães é do melhor! Eu estou tentadíssima a inscrever-me, é que no mar de Guimarães nem as marés vivas me assustam...



Ainda bem...



“Ainda bem que sempre existe outro dia;
E outros sonhos;
E outros risos; 
E outras pessoas; 
E outras coisas...” 
Clarice Lispector

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Coisas da Mona... LXI



Ai se eu te apanho...

Coisas da Mona... LX

Coisas da Mona... LIX

Cada viagem é sempre um regresso...



Coisas da Mona... LVIII

Forward is the way...



" In order to move on, you have first to understand why you felt what you did and why you no longer need to feel it. " - Mitch Albom

Parece que a birra já passou...



Parece que já resolveram a crise política. Parece que deram um brinquedo novo ao Portas e ele lá se calou. Parece que fizeram uma comunicação à nação. Parece que temos novos ministros. Parece que não vai haver eleições antecipadas e o Tozé ainda vai ter de esperar até meter a mão no pote... Parece, porque eu cá não sei de nada. Estive off no fim de semana e agora estou sem pachorra para ver as asneiras que os nossos  políticos andaram a fazer. Na verdade, quando penso nisso  faço meu o dedo do Portas. 


sábado, 6 de julho de 2013

a little loving word...



Ontem, depois de lhe escrever, tornei a ler a sua carta - e não fiquei pouco surpreendido ao verificar que ela não continha a single little loving word. Relia-a novamente. Sacudi o papel pensando que the little word teria teria ficado emaranhado nas linhas entrecruzadas; rebusquei sobre a mesa, que ele se não tivesse extraviado entre os papéis; procurei pelo tapete; olhei o tecto que, ao abrir o envelope, ele não tivesse voado e pousado no estuque; esquadrinhei os cantos do sofá; voltei para fora o bolso do peito, não o tivesse eu distraidamente guardado sobre o coração; - Alas! the poor little word was not to be found!

José Maria de Eça de Queirós para Emília de Castro Pamplona, Outubro 1885.