terça-feira, 19 de novembro de 2013

mais um grande wow para...



J`Adore Miss Dior by Joana Vasconcelos


... a também ela grande Joana Vasconcelos. Adoro o trabalho desta mulher!


(esta continua a ser a minha obra preferida - o coração minhoto feito em talheres! É que não podia ser mais perfeito...  you know what I mean...)


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

a ti, estendo a minha mão...




Conheço o lugar onde estás. É escuro, quieto, silencioso. O sol não brilha, a música não toca. A única vontade é a de fechar os olhos. Fechá-los com muita força. Encolheres-te a um canto e ficares ali, quieta, calada. Talvez a dor assim não chegue, talvez não te encontre na escuridão em que estás. 

Queres um conselho? Não deixes que a dor passe por ti. Recebe-a. Deixa-a preencher o vazio que te ocupa. Dá-lhe dois dias de atenção. Deixa-te afundar no lodo. Deixa as lágrimas rolar, deixa a tristeza assentar. Lava a alma, baralha tudo que te vai no pensamento. Depois levanta-te. Ergue a cabeça. A alma limpa, ideias arrumadas. Sacode a dor, como um cão sacode as pulgas. Chega de te dares a essa parasita. Respira fundo. E aí, olha-te ao espelho. Gosta-te como nunca ninguém há-de gostar. E recomeça. Segue o teu caminho, a tua busca pela felicidade. Não olhes para trás, não é lá que a vais encontrar. Não pares à espera de ninguém, segue o teu ritmo. Não corras, tens tempo, desfruta do que te rodeia. Não caminhes de olhos no chão com medo de tropeçar, o azul do céu é tão mais bonito que o cinzento da calçada. Não desistas, o paraíso é já ali. Afinal, o coração não parte, o coração pára e, apenas quando morremos. Não te deixes morrer. 

(adoro-te de alma e sangue. sabes que estarei sempre ao teu lado, em todos os finais, em todos os recomeços...)


Cada vez mais gosto e admiro esta Mulher!!

Este Sabado  Angelina Jolie recebeu mais um Óscar e agora não foi por ser uma excelente actriz, desta vez foi por um motivo mais nobre e altruísta. Ela recebeu o prémio humanitário Jean Hersholt pelo seu trabalho  com os refugiados por todo o mundo por sua luta em prol da defesa dos direitos humanos e pela forma como usa a sua notoriedade para chamar a atenção para estas causas.
Quanto a mim muito merecido este prémio e é claro que ela estava linda, com mais um vestido preto( my kind of girl) e, desta vez, ela foi escoltada bonzão do Brad e também pelo seu filho mais velho Maddox!!


E já agora deixo também aqui o seu discurso de agradecimento, vale a pena ver!!


Constatações de sábado à noite...




Se o gajo sabe a coreografia do YMCA e faz questão de a dançar, há 99.8% de hipóteses de ele ser gay.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

vives num país tropical...


O mundo do jornalismo (e os intelectuais em geral) tem-se insurgido com esta foto do Malato a quase bater a caçoleta. Dizem que não respeita a dignidade humana, que é uma ofensa para a pessoa e para o público que não deveria ser obrigado a ver isto, que o jornalismo não ganha nada com este tipo de peça, etc. Concordo com tudo, a visão do homem vestido já é suficientemente perturbadora, mas, eu cá não consigo é despregar os olhos do título: "Carrilho acusado: foi ele que matou a cadela da Bárbara!" Mas o que é que aconteceu à Bárbara?




found in translation...



Versão Original



Versão ainda mais Original!


terça-feira, 12 de novembro de 2013

heróis que o tempo inflamou...




Não compreendo é a leitura que se faz da História. E já não falo da história de há muitos séculos, falo mesmo daquela cujos intervenientes ainda estão vivos para a contar. Ler a História pela mãos dos historiadores e pela mão dos media é um exercício completamente esquizofrénico. É que não bate a bota com a perdigota. Recentemente, na comemoração do centenário de Álvaro Cunhal, celebrou-se um herói, alguém que se sacrificou, que lutou contra o regime salazarista, o líder comunista que mais tempo esteve preso, o romancista. Encheram o Campo Pequeno e, vejam lá, até a Judite de Sousa escreveu uma biografia do homem. Foi o herói da democracia diziam. Mas então, é suposto esquecermos as razões de tamanho altruísmo do homem? É suposto ignorar que, por vontade de Álvaro Cunhal o seu centenário seria algo deste género:





segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Falta-me Alentejo...







Falta-me a beleza das paisagens.
Falta-me a pacatez daquelas gentes.
Falta-me a esperança que lá se renova.
Falta-me aquele tom de azul.
Falta-me aquele céu estrelado, que me faz sonhar.
Falta-me a paz que me incute.
Falta-me o silêncio que lá paira.
Falta-me o sorriso que o Alentejo me dá.


(e ainda falta tanto para ter férias...)

domingo, 10 de novembro de 2013

Painting & Poetry XXVI

Edvard Munch, Girl on the Beach, 1896

Edvard Munch

&


Si tú me olvidas

Quiero que sepas
una cosa.


Tú sabes cómo es esto:
si miro
la luna de cristal, la rama roja
del lento otoño en mi ventana,
si toco
junto al fuego
la impalpable ceniza
o el arrugado cuerpo de la leña,
todo me lleva a ti,
como si todo lo que existe,
aromas, luz, metales,
fueran pequeños barcos que navegan
hacia las islas tuyas que me aguardan.



Ahora bien,
si poco a poco dejas de quererme
dejaré de quererte poco a poco.



Si de pronto
me olvidas
no me busques,
que ya te habré olvidado.



Si consideras largo y loco
el viento de banderas
que pasa por mi vida
y te decides
a dejarme a la orilla
del corazón en que tengo raíces,
piensa
que en ese día,
a esa hora
levantaré los brazos
y saldrán mis raíces
a buscar otra tierra.



Pero
si cada día,
cada hora
sientes que a mí estás destinada
con dulzura implacable.
Si cada día sube
una flor a tus labios a buscarme,
ay amor mío, ay mía,
en mí todo ese fuego se repite,
en mí nada se apaga ni se olvida,
mi amor se nutre de tu amor, amada,
y mientras vivas estará en tus brazos
sin salir de los míos.


Pablo Neruda

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Por outro lado

Há pessoas que não fazem greve e até aparecem no local de trabalho, só que levam um dia a fazer um trabalho que demora uma hora a fazer!!! Eu convivo diariamente com dois exemplares desses e hoje, especialmente hoje, estou com vontade de furar os olhos a um deles...

a arte da guerra, ou como consegui a marmelada...



Eu já fui a mais nova da casa. A menina. Aquela a quem todos traziam uma prenda quando iam para fora, aquela a quem era feita quase todas as vontades (eu disse quase todas, não estejam para aí a pensar: "deves ter pouco mimo deves..."). Não sou mais. A nova geração já tomou o meu lugar. Agora perco para uma pré adolescente arisca e respondona de 10 anos e um piolho eléctrico de 4. Ou não...

Há dias pedi à minha mãe para fazer marmelada, respondeu-me logo que não estava para isso, que dá muito trabalho, que lhe doem os ombros, os ossos, os braços e mais não sei o quê! Ouguei! Não me adiantou de muito... Anteontem a minha sobrinha, a quem a minha mãe está sempre a dizer que está gordinha e que tem de ter cuidado, pediu-lhe para fazer marmelada. Adivinhem o que há hoje lá em casa à minha espera para o lanche??
Há guerras que estão perdidas à partida. Resta-nos a inteligência de fazer os aliados certos. Perdi território, mas ganhei dois soldados, que bem treinados, e/ou subornados/coagidos (um pouco como na imagem) conseguem fazer o trabalho por mim. E eu lá vou, levando a água ao meu moinho (ou a marmelada à boca)...