quarta-feira, 15 de agosto de 2012

IVA aos broches

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A taxa de desemprego atingiu, por estes dias, máximos históricos, o que significa que há ainda mais gente sem fazer nada, isto sem contar com os funcionários públicos... O país está preocupado, a Europa está preocupada, a oposição está preocupadíssima e todos exigem medidas milagrosas ao governo. Eu, gaja solícita e patriótica que sou, deixo aqui o meu contributo. Não temos que ter vergonha de copiar quem faz bem e, a verdade é que o Brasil de Lula - o torneiro mecânico com a 4ª classe (vês Relvas, um bom governante não precisa de um curso superior...) deixou umas quantas boas lições. Uma das primeiras medidas do Lula para baixar a taxa de desemprego foi a de legalizar os camelôs. Bem sei que a nossa classe de vendedores ambulantes não é tão numerosa e, a mesma já está devidamente classificada pelas finanças. Mas, há uma classe profissional, geradora de milhões de euros que simplesmente escoam pelos esgotos dos rendimentos tributáveis, passível de ser legalizada: a prostituição. E não venham com psicologias baratas e teorias da treta porque, estão apenas a tapar o sol com a peneira. A prostituição existe desde antes de Cristo e continuará a existir até ao fim dos tempos. Nós contribuintes já pagamos a factura da sua existência através, da oferta de preservativos aos profíssionais da área e com a oferta de medicina no trabalho que, em carrinhas médicas percorrem as vias norte deste país dando assistência gratuita. É uma hipocrisia da nossa sociedade o fingir que esta profissão não existe. Existe e não temos o direito de ostracizar ou descriminar quem por ela escolhe enveredar. Sim, porque há pessoas que de facto escolheram esta profissão e devem ter o direito a exercê-la dentro da legalidade, pagando os seus impostos, respeitando as regras de higiene e segurança no trabalho e gozando os direitos de qualquer trabalhador.  Há, na Alemanha, uma cidade que colocou parquimetros para as prostitutas. A ideia é simples,  para a puta explorar aquela esquina tem de pagar a ocupação da via pública, o que faz todo o sentido. Se um vendedor de castanhas, pipocas, gelados ou qualquer outro bem transacionável paga uma taxa porque é que as profissionais que vendem sexo não hão-de pagar? Porque é que havemos de pagar uma pensão de sobrevivência a alguém que nunca descontou na vida porque a sua profissão não era reconhecida? Ideologicamente é muito bonito continuar a atirar a factura para os mais ricos mas, a verdade é que uma sociedade justa não é sustentada pelos ricos, deve ser sustentada por todos de forma proporcionalmente igualitária, e isso inclui cobrar a quem nunca contribuiu.

2 comentários:

Eduardo Hürst disse...

E dizem, LUla se candidata na proxima e meu voto já é dele! Mas Miss S, se legalizasse aqui no Brasil desta forma, o país crescia mais heim?!
Pq o que tem de bisca à solta! E a idéia do parquimetro? Boa essa tbem.
Pq as e os prostitutos pedem igualdade, o não preconceito, mas vai lhes dizer pra pagar imposto, contribuir, etc.. Duvido que aí queiram, se quer saber.
Fica conveniente a coisa...
Tendeu? ;)
bjs

Miss S disse...

Ai Edu, se vocês legalizassem a prostituição seriam a maior potência do mundo! as vossas exportações teriam um aumento acentuadissimo! E olha que os parquimetros em Copacabana iam contribuir muito para o orçamento da prefeitura do Rio. Quanto a pagar impostos ninguém gosta, se pudesse escolher também eu não pagaria o IVA, IRC/IRS, IMI...