quarta-feira, 25 de julho de 2012

Vai enrabar outro, pá que esta reclama...


Ontem chamaram-me mal-educada. Eu não sou mal educada. Aliás, prezo muito muito a educação que recebi dos meus pais, da minha avó, dos meus tios e dos meus professores. Posso não ser a pessoa mais simpática do quarteirão,  não sei sequer se serei simpática... E sei ser brejeira, uso (e abuso) do calão. Sei descer do salto e mandar pó c*ralho quando a situação assim o exige mas, não sou mal educada, prezo muito o respeito. Não valorizo minimamente a ofensa que me foi dirigida porque, quem a dirigiu não me conhece, é uma pessoa que nunca conseguiu ensinar dentro de uma sala de aula e por isso tomou como missão educar todos aqueles que têm o azar de cruzar o seu caminho. Também não tenho qualquer problema com isso, com os ressabiamentos dos outros posso eu bem. O que me deixa puta da vida é o que está por trás da opinião desta pessoa. Eu sou exigente. Quando pago, não exijo menos que o melhor. E se eu paguei por um serviço, durante um ano e, se considero fundamentadamente, que esse serviço não foi bem prestado, que não vi os meus interesses defendidos, tenho toda a legitimidade para dizer, como disse a essa pessoa que ela é incompetente. Isto não é ser mal educado, é ser exigente. Este é um dos grandes defeitos nacionais, a ideia que: "para quem é bacalhau chega". Não somos um povo exigente, não temos o hábito de reclamar quando não somos bem servidos e isso faz com que os nossos serviços/produtos definhem e não atinjam a excelência que lhes é devida. E há aqui D'el Rei para quem tem a ousadia de exigir ser bem servido, que é logo olhado de lado e rotulado de picuinhas. Eu seria incapaz de bater nas costas de alguém que, durante um ano, não resolveu, nem accionou os meios necessários para a resolução dos problemas para que foi contratado. Tão pouco de o elogiar pelo esforço, que foi mínimo. Eu paguei por resultados que não obtive, logo tenho toda a legitimidade de classificar esse profissional de incompetente, como teria de para o chamar de competente se tivesse feito o seu trabalho. Fossemos nós tão exigentes em tudo como somos no futebol e éramos uma potência mundial, Portugal no dicionário seria sinónimo de excelência.
Eu, apesar do rótulo de mal educada, irei continuar a reclamar, a preencher os livros de reclamações e a desfrutar dos meus direitos de consumidor. Se mudará alguma coisa? não sei mas, eu cá não fico com a sensação de que fui "enrabada" e nada disse.

2 comentários:

Sílvia disse...

É assim e mais nada!!
Eu costumo ir logo com esse espírito para o centro de saúde (das raras vezes que lá vou), sei que vai ser sempre necessário! E é que é mesmo, mas um dia eles aprendem e mudam!

AG disse...

Eu acho que todos deviam reclamar. Não é reclamar por tudo e por nada, claro...mas sim quando é necessário e, lá está, quando um serviço não é bem prestado. Todos temos direito a reclamar. Até porque se virmos bem, as pessoas que nos prestam determinado tipo de serviços e das quais reclamamos, são também consumidores de outro tipo de serviços prestado por outras pessoas. E nessa situação vão gostar de ser servidos devidamente.
Acho que as pessoas às vezes não reclamam porque têm uma certa vergonha ou falta a coragem não sei...